1ª sessão de Itaquá reforça racha entre vereadores

De volta aos trabalhos, parlamentares expõe diferenças entre os grupos de situação e de oposição

  

Por Lailson Nascimento / Fotos: Bruno Arib 

   

A primeira sessão ordinária do ano da Câmara Municipal de Itaquaquecetuba, realizada na terça-feira (5), foi marcada pelo embate entre vereadores da oposição e de situação ao governo de Mamoru Nakashima (sem partido). Com ligeira maioria, o G-10 (grupo dos dez oposicionistas) deu o tom de como deverá ser o ritmo do Legislativo neste ano: pressão ao Executivo.

A sessão foi iniciada com discursos críticos a Mamoru por parte de Armando neto (Patriota), Carlos Alberto Santiago (PSD) e até mesmo do presidente da Câmara Municipal Edson Rodrigues (PODE), o Dr. Edson.

Na sequência veio a votação para a composição das Comissões Permanentes. Enquanto o G-10 defendia votação aberta, os outros nove parlamentares queriam que os membros de cada grupo fossem apontados de maneira convencional, isto é, em reuniões fechadas entre os vereadores. Prevaleceu o entendimento do G-10, que acabou definindo as comissões sozinho, já que a maioria dos membros da base governista foram contrários ao sistema de votação e sequer votaram.

   

POVO – Mesmo em meio ao tumulto, personalidades que representam a comunidade e o poder jurídico decidiram se expressar. Na ocasião, o líder comunitário Kinho do Piratininga foi claro e disse que a “Câmara de Itaquá até agora foi omissa ao povo. Eles só faziam o que o prefeito mandava”, disse.

Já o representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Adervaldo dos Santos, disse que houve uma época em que a OAB esteve distante a nível de fiscalização dos governos da cidade, no entanto, “com a mudança de cenário político, a Ordem agora busca fazer sua parte sem se apoiar em siglas políticas, mas sim estar do lado da legalidade”, fala.