A bandeira quebrada do partido

Tales Lago é filósofo. Foto: Arquivo pessoal

 

Por Tales Lago

 

A bandeira do meu partido é vermelha de um sonho antigo, cor da hora que se levanta, levanta agora, levanta aurora, toda vermelha minha bandeira que é socialista, composta pelo brilhante Jorge Mautner. Em quantas mansardas e não mansardas do Brasil não estão nessa hora, gênios para si mesmos, sonhando? Com o ano de 2002, com a corrida eleitoral, e a promessa de que os intelectuais ajudariam a construir o país de aspirações altas, nobres, lucidas e até mesmo realizáveis do ponto de vista teórico, mas que nunca viram sequer a luz do sol real, em 2003, quando no primeiro ato oficial do governo Lula, foi exatamente o contrário.

A história marcará como grande divisor de águas turvas o apartidarismo político da população com todo o estrume de conquistas passadas, com o destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada social do nada. Os símbolos da derrocada de uma nação sempre aparecem depois da sua queda. Contrariando a lógica perversa, nosso símbolo não é de derrocada, mas sim, de uma nova era apartidária, onde o Brasil pós lulismo, passado a limpo, corroendo toda estrutura político partidário de esquerda, direita, de centro. O que sobrará, HAHAHA, senão uma classe apartidária?

Neste momento, por sua vez, Lula, orientado por seus advogados, usou táticas questionáveis, como intimidação do julgador do caso, com a prostituta HAHAHA de queixa-crime improcedente, e de intimidação de outros agentes da lei. O juiz Sergio Moro afirmou que até caberia cogitar o decreto de prisão diante do comportamento de Lula, que junto à sua defesa estaria tomando medidas de intimidação ao juiz e outras autoridades.

A situação ficou psicodélica, me caiu uma lágrima de todo meu escárnio. Parafraseando um gênio, “nóis sofre, mas goza”.

 

 




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