A insegurança vem da Secretaria de Segurança

Da Redação 

 

O mistério pretendido pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo que é “segurar” informações sobre o real índice de criminalidade no Estado pode ser elucidado na ação civil pública ingressada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo visando que o órgão facilite o acesso aos boletins de ocorrências, o que ajuda sobremaneira a desenhar um mapa da violência no território paulista, sem que esse venha traçado só com a caneta suspeita do governo.

A imparcialidade nas informações contribui a estudos, estratégias e resultados positivos nessa guerra. Só endossando que ao se falar em violência no Brasil, principalmente nas grandes capitais – entre elas São Paulo, a maior da América Latina – é enfatizado que existe uma guerra em curso, obviamente não declarada. Também é notório dizer que numa guerra a primeira vítima, como sempre, é a verdade.

Se números do governo mostram redução de homicídios, feminicídios e outros delitos (roubos e furtos de carros), é um indício de que a verdade pode estar presa em algum cativeiro. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32).

Se o governo é parceiro da verdade não precisa temer em libertá-la. Para que ela também o liberte de mentiras.

É preciso divulgar dados precisos sobre o que é o temor de todos, a insegurança geral, que enquanto mais é aumentada enriquece empresas de segurança particular, aumenta a procura pela autodefesa – respaldada na flexibilização da venda de armas -, e aumenta o clima de insegurança geral.

Os governos, entre outros tantos deveres, têm o dever constitucional de trabalhar pela e para a segurança da população. Os governos precisam colocar em pratos limpos o que estão fazendo para isso, e pedir ajuda a órgãos independentes, sugestões de como se chegar a paz. Porque na guerra morrem policiais, bandidos e civis inocentes. A morte é “democrática”, não distingue ninguém. Mata todos.