A missão de buscar a saúde da filha do outro lado do mundo

Amor de mãe. Maria Carolina teve a vida radicalmente alterada após deixar a sala de parto

 

Por Aristides Barros/Foto: Arquivo pessoal

 

Uma mudança radical na vida da dona de casa Maria Carolina Camilo, de 25 anos, moradora no Jardim Vicente de Carvalho, em Bertioga, teve data, local e hora para acontecer. Era o dia 31 de janeiro de 2015, e o relógio marcava 12h15, quando Lorena Victória Camilo Miranda nasceu no Hospital Municipal de Bertioga.

Carinhosamente chamada de Lolo, a menina, que hoje tem 3 anos de idade, sofre de uma deformidade física onde as meninges, a medula e as raízes nervosas nascem expostas. A doença congênita – Mielomeningocele – acarretou a ela a hidrocefalia, popularmente conhecida como água na cabeça. Lolo também já nasceu sem um rim.

Do nascimento até os dias de hoje a mãe e o pai de Lolo, o ajudante geral José Santos de Miranda Junior, 25, não pararam um dia sequer de enfrentar uma verdadeira maratona para conseguir com que ela faça uma cirurgia visando que a menina tenha uma vida menos traumática a que já foi imposta pela doença.

A operação médica só pode ser realizada na Tailândia, País que é referência nesse procedimento cirúrgico, mas que além das restrições é motivo de polêmica em várias partes do mundo, inclusive no Brasil.

O tratamento é caro. A mãe não trabalha porque precisa se dedicar integralmente à filha: Lolo não anda. O pai ganha pouco mais que um salário mínimo. Diante da falta de condições financeiras o casal – ajudado por amigos – realiza atividades e eventos com vistas a obter o dinheiro para a cirurgia da filha. Entre a viagem e permanência no País localizado no sudeste asiático eles precisam conseguir R$150 mil.

José e Maria já têm uma parte considerável do dinheiro obtido por meio de ações beneficentes, como pedágios, show e doações. “Os moradores de Bertioga e de outras cidades, que nem sabemos, se uniram nas ações solidárias pela Lolo. Não sei como agradecer a todos”, diz a mãe emocionada.

Ela relata que jamais teve tempo de pensar em desistir de lutar pela filha. “Nunca. Já sofri decepções, já ouvi muitas coisas negativas, passei por humilhações, mas não vou desistir. É a vida da minha filha. Não tem como deixar de lado, é uma vida que saiu de dentro de mim, da minha própria vida”, disse a mãe quase que confirmando que o amor maternal é realmente o desdobramento de uma vida para múltiplas existências.

As doações para a cirurgia da Lolo ainda podem ser feitas na Caixa Econômica Federal – Agência 2728 / Operação 013 / Conta 22251- 3, em nome de Lorena Victoria Camilo Miranda.

 




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