Ameaçados por ‘lixão’, Rio Jundiaí e Jardim Planalto pedem socorro

Moradores pedem sensibilidade às pessoas da região que jogam lixo e entulho em área ambiental

 

Por Gabriel Dias / Foto: Bruno Arib

  

No bairro Jardim Planalto, no Distrito de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, moradores já não aguentam mais conviver com tanto lixo e com os perigos que eles trazem no dia a dia. Às margens do Rio Jundiaí, uma área serve de descarte irregular de lixo doméstico, restos de materiais de construção e inservíveis, como por exemplo televisores e outros itens caseiros, além de materiais hospitalares descartados ao relento.

Crianças brincam em meio ao lixo. Uma mãe que não quis se identificar diz que seu filho foi parar na unidade médica da região depois de furar o pé numa madeira com um prego enferrujado. Sem que exista nenhuma área destinada ao lazer, o único entretenimento das crianças passou a ser a área afetada pelo lixo, que vem de grande parte da região próxima ao Jardim Planalto.

São caminhões e mais caminhões que chegam diariamente no terreno repletos de entulho. O local, que é aterrado, aos poucos avança próximo ao leito do rio, que em breve pode deixar de existir. Quem mora ali sabe que é uma APP (Área de Proteção Permanente) e que precisa de cuidados.

“Sabemos que tudo isso é ilegal, e procuramos manter a ordem, avisamos as pessoas para não avançar nesta área por que o rio que corta essa região é sinônimo de vida”, fala outra moradora.

De acordo com a Prefeitura de Mogi das Cruzes, a administração mantém a fiscalização para evitar novas ocupações no local e garantir que o descarte irregular não se mantenha viciado.

Ainda em nota, a administração municipal reforça que existem na cidade aproximadamente 30 locais considerados como “pontos viciados” de descarte irregular de lixo e entulho. Ou seja, locais que são utilizados irregular de forma recorrente.

“A solução definitiva para essa questão passa por um trabalho de conscientização e também de fiscalização. É preciso contar com a colaboração da comunidade, ao abandonar a prática e também denunciando sempre que testemunhar alguém praticando algo dessa natureza, ligando para o número 153”, diz a nota.