Arujá aparece entre as 50 cidades pequenas mais desenvolvidas do País

Foto: Divulgação

 

Por Lailson Nascimento

De Arujá

 

O município de Arujá está entre as 50 cidades pequenas mais desenvolvidas do Brasil, segundo ranking publicado na edição 1.100 da Revista EXAME. Produzida com exclusividade pela consultoria Urban Systems, a pesquisa leva em conta a análise de 13 indicadores econômicos, como PIB per capita, crescimento dos empregos formais, importações e exportações.

Segundo a publicação, o estudo foi realizado a partir de dados de 348 cidades com população entre 50.000 e 100.000 habitantes — enquadradas no conceito de “média-pequenas”. Municípios deste porte são responsáveis por 10% de tudo o que é produzido no País, além de concentrarem 11% das empresas e 12% da população.

 

Resultado

Para o prefeito Abel Larini (PR), o estudo comprova que Arujá vem ganhando espaço em razão de seu desenvolvimento. Segundo ele, o resultado foi possível graças à localização privilegiada e infraestrutura que o município oferece às indústrias e empresas. “Isso é fruto do trabalho das empresas, das indústrias, do poder público e de toda a sociedade”, disse.

“Nossa cidade já conta com importantes índices nacionais, como Firjan, o Ideb e o IDHM, baseados em qualidade de vida e educação. Esse novo levantamento mostra que agora o desenvolvimento econômico tem sido beneficiado pela chegada de novos empreendimentos e pelas grandes obras aqui realizadas e que favorecem a logística, como o Rodoanel e o trevo da Dutra”, pontuou.

 

População

Nas ruas, a população concorda que a tranquilidade faz com que Arujá seja um bom município para se morar, mas pondera que ainda há espaço para crescer, principalmente em relação às demandas sociais.

“Aqui é muito calmo, a limpeza urbana funciona muito bem, mas a cidade precisa crescer mais”, opina a estudante Yara Bejotto. No entendimento dela, os bairros periféricos, como é o caso do Parque Rodrigo Barreto, necessitam de mais atenção do Poder Público.

A crítica de Yara é semelhante à da também estudante Aline Souza. “Em comparação com outros municípios do Alto Tietê, é uma cidade boa para se morar, porque ainda possui muitos sítios, natureza. Mas, em termos de infraestrutura, Arujá ainda peca. O custo de vida é muito alto e o acesso aos serviços públicos é um pouco deficitário”, pondera.

Para o aposentado Joaquim Rios, o principal problema em Arujá está relacionado à segurança. “Por conta da falta de segurança na cidade, eu não colocaria a cidade como uma das 50 mais desenvolvidas. Ouvimos falar que aqui sobram viaturas da Polícia Militar (PM). Mas, por outro lado, falta efetivo. Então, para chegar à essa avaliação, acredito que a cidade precisa avançar nesse sentido. Não basta o desenvolvimento econômico, é preciso priorizar os problemas sociais”, aponta.

 

Números

Na pesquisa, a cidade figura na 48ª colocação, com a nota 4,232 e população estimada em 83.939 habitantes (2015). Além disso, há o PIB per capita de R$ 27.814,17 – neste quesito, o estudo utilizou dados de 2012. Outros itens destacados são: esperança de vida ao nascer, de 76,95 anos, e a taxa de analfabetismo: 4,9% (em 2010, para população acima de 15 anos).

 

 

Gazeta Regional

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