‘Bom na Escola, Bom de Bola’, em Mogi, esbarra na falta de parceiros

A ideia de fazer jovens sonharem com futuro melhor ainda requer interessados em ajudar no projeto

Por Gabriel Dias / Foto: Bruno Arib

A falta de banheiros/vestiários e bebedouros para as crianças do projeto social “Bom na Escola, Bom de Bola”, no bairro Santa Tereza, em Mogi das Cruzes, dificulta a atividade dos meninos e meninas que frequentam as aulas de futebol realizadas todas as quartas-feiras e sextas-feiras pela manhã e pela tarde.

O líder comunitário Raimundo de Jesus, um dos idealizadores do projeto, decidiu tomar atitude ao passo que notava as crianças e os adolescentes ociosos dentro e fora de casa. “Não podemos perdê-los para as drogas”, disparou o comentário que dera luz ao projeto no dia 06 de fevereiro deste ano – há quatro meses.

Para que a ideia fosse colocada em prática, Jesus precisou da ajuda de dois amigos, Sâmela e Valdir. Ambos dão aulas e seguram os impulsos das crianças e dos adolescentes quando entram na quadra society do bairro.

Enquanto ele fica do lado de fora recebendo os pais e os alunos com largo sorriso no rosto e nas horas vagas, aproveita seus conhecimentos para pleitear ajuda financeira com objetivo de fazer o projeto dar certo, mas ainda falta muita coisa, uma delas, atenção do poder público.

Ele explica que por algumas vezes foi até a Prefeitura de Mogi das Cruzes para conversar com secretário de Esportes e Lazer, Nilo Guimarães, no entanto, não foi atendido nenhuma vez.

Raimundo de Jesus, líder comunitário

“Fui até lá com objetivo de pedir ajuda para construir banheiros, vestiários para os meninos e as meninas e inserir bebedouros, mas ninguém falou comigo. Agora peço ajuda para os empresários. Meu objetivo com isso é ajudar as crianças. É dar a eles a oportunidade de sonhar e conquistar seus objetivos. Muitos que estão aqui nem serão jogadores de futebol, mas terão disciplina, respeito e amor ao próximo. Entenderão que o dever do ser humano é ser pacificador”, explica.

PAIS – Fabio de Queiroz, de 45 anos, é porteiro e vê seu filho de 9 anos jogar bola no projeto social. Ele sabe das dificuldades e vê a luta que os idealizadores Jesus, Sâmela e Valdir têm em fazer esta iniciativa dar certo. “Sei que para eles não é fácil. É um projeto que deu certo. O que falta é estrutura, e isso a prefeitura pode dar. Meu filho quando precisa ir ao banheiro tem que procurar algum lugar próximo”, lamenta Queiroz.

A GAZETA procurou a Prefeitura de Mogi das Cruzes e, em nota, a administração de Marcus Melo (PSDB) disse que dentro do que é permitido pela legislação e respeitando a dotação orçamentária da Secretaria de Esportes e Lazer, a prefeitura vai apoiar a iniciativa. “Ele solicitou apoio para reparos no espaço e fornecimento de material esportivo. Mas é preciso ver o orçamento”, diz a nota. “Os pedidos serão analisados com carinho, porque reconhecemos a importância do trabalho desenvolvido por Raimundo para manter as crianças e jovens longe dos riscos das drogas e da violência”, conclui a prefeitura.

AJUDE – Raimundo continua a pedir ajuda das pessoas, e quem puder colaborar com o projeto social basta ligar para (11) 9-6477-8099 – falar com Raimundo de Jesus.