Câncer de tireoide afeta mulheres

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença corresponde a 3% de todos os cânceres que atingem o sexo feminino. Foto: Divulgação

 

Estima-se que aproximadamente 300 milhões de pessoas são portadoras de alterações tireoidianas em todo o mundo. O câncer de tireoide atinge três vezes mais as mulheres do que os homens, na faixa entre os 20 e os 45 anos.

Segundo o médico endocrinologista dr. Dino Giordan, apenas 5% dos nódulos encontrados na tireoide são considerados câncer. “O câncer está presente em 5% dos nódulos encontrados no autoexame e na ultrassonografia com Doppler. São procedimentos que servem para identificar a doença. No caso da ultrassonografia, ela permite ver quais os nódulos deverão ser puncionados. O diagnóstico certo é feito por meio da punção”, afirmou o especialista.   

Os tipos são os carcinomas papilífero, folicular, medular e o anaplásico. O mais comum é o carcinoma papilífero, presente em cerca de 8 de 10 pessoas com câncer de tireoide (80%). “Geralmente, surge na população adulta, ele é pouco invasivo e de evolução lenta. Por isso, a incidência de cura é mais eficaz, comparado com outros tipos mais agressivos”, ressaltou o endocrinologista.

Dr. Dino faz um alerta sobre a importância do autoexame. “Infelizmente, 40% da população não faz o autoexame, 36% nunca ouviram falar e apenas 24% fazem o procedimento”.

Há um tempo surgiu nas redes sociais uma polêmica em que os exames de mamografias poderiam causar câncer de tireoide por conta da radiação. As pacientes deveriam usar um protetor no pescoço, mas que, geralmente, não é fornecido. O mesmo acontece com procedimentos odontológicos. Na opinião do dr. Dino, essa questão não é verdadeira.

“A mamografia é uma radiologia da mama. Os profissionais que executam esse trabalho já se protegem. O paciente só vai naquele dia agendado para fazer o exame. A incidência é mínima. Claro, pode ocorrer em pessoas que fazem o procedimento repetidamente, por exemplo, mulheres que fazem a mamografia uma vez por mês. Vai acabar adquirindo uma doença. Por isso, é importante fazer esses tipos de exames só no caso de necessidade”, destacou.

 

Fatores de risco

De acordo com o especialista, existem fatores de risco externos ambientais, que contribuem para o surgimento da doença. “Pouca ingestão de selênio, concentrado na castanha do Brasil, semente de girassol, farelo de trigo, frutos do mar, carne de porco e alguns vegetais. A exposição à radiação na região do pescoço para tratamento de doenças anteriores também é considerado risco. Doença na família, uso de estrógenos e obesidade.

 

Sinais e sintomas

Tanto o carcinoma papilífero quanto o folicular costumam ser assintomáticos nas fases iniciais. Quando os sinais aparecem, o mais comum da doença costuma ser o aparecimento de nódulo palpável ou visível na região da tireoide ou do pescoço.

 

Tratamento

Em geral, o tratamento do câncer de tireoide é cirúrgico (tireoidectomia total ou parcial) e leva em conta o tipo e a gravidade da doença. Caso as células malignas tenham comprometido os gânglios cervicais, é necessário retirá-los.

 

Autoexame da tireoide

Para realizar o autoexame, você vai precisar de um espelho com cabo e um copo d’água.

  1. Segure o espelho procurando em seu pescoço a região abaixo do pomo de Adão (gogó). Sua tireoide está localizada nesta área.
  2. Focalize esta área com o espelho estendendo a cabeça para trás para facilitar a visualização.
  3. Beba um gole d’água.
  4. Ao engolir, observe em seu pescoço se existe alguma saliência ou elevação localizada. Repita este teste várias vezes, se necessário.
  5. Observe se existe algum nódulo ou saliência. Ao notar alguma alteração, procure um endocrinologista para obter orientações.



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