‘Caso Rayane’ deve ser julgado em Guararema, onde o crime ocorreu

Segunda fase do processo deve ocorrer ainda neste ano; acusado do crime vai a júri popular

  

Por Gabriel Dias / Foto: Bruno Arib

  

Numa breve conversa com a reportagem da GAZETA, na tarde de quinta-feira (24), o advogado criminalista Ricardo Martins – que acompanha a família de Rayane Alves Paulino (morta por asfixia depois de ter sido estuprada por um segurança, em Guararema) -, explicou que o caso pode deixar de ser julgado em Mogi das Cruzes para ser apreciado em Guararema.

Os motivos que podem levar os próximos capítulos do caso de Rayane para a cidade vizinha, segundo o criminalista, é o fato de o crime ter acontecido em Guararema.

Na primeira fase do julgamento, que aconteceu na última sexta-feira (18), em Mogi das Cruzes, o advogado conta que Michel Flor da Silva, de 28 anos, permaneceu em silêncio e também não apresentou testemunhas em sua defesa.

Com a etapa concluída, Silva agora será levado a júri popular. “Será feita uma lista com diversos nomes de cidadãos de Mogi das Cruzes, e então, sete pessoas serão escolhidas para avalição do caso”, explica Martins.

Para ele, o agressor pode pegar de 30 a 40 anos de prisão, e enquanto a segunda fase do julgamento não acontece, Michel permanece encarcerado no presidio José Parada Neto – onde ficam criminosos acusados de delitos sexuais. Ele deve responder por homicídio qualificado, por ter dificultado a defesa da vítima, além de estupro qualificado e ocultação de cadáver.

   

PARA LEMBRAR – Rayane Paulino Alves, de 16 anos, foi morta em Guararema. Antes de chegar até a cidade vizinha, a jovem estava em Mogi das Cruzes numa festa com as amigas quando decidiu ir embora. Segundo testemunhas, Rayane disse às amigas que seu pai iria buscá-la, no entanto, ela foi andando sozinha pela rua sentido ao município vizinho. É justamente o que mais intriga os seus familiares.

No trajeto, um motorista de aplicativo a encontrou e forneceu carona até a rodoviária da cidade vizinha. Lá, Rayane foi abordada por Michel Silva, que prometeu ajuda. Segundo ele, a jovem entrou em seu carro e, com o consentimento dela, eles tiveram relações sexuais, o que a Justiça não aceitou por acreditar na hipótese de estupro.

Naquela noite, Rayane teria dito ao assassino confesso que contaria ao seu pai que teria sido estuprada. Foi quando, segundo Michel Silva, a jovem o teria dado um chute, e então, o agressor aplicou um mata-leão na jovem, levando Rayane a desmaiar e posteriormente à morte.