Construindo o futuro

Eduardo dos Santos é diretor da Construtora Cronacon. Foto: Arquivo Pessoal

 

Por Eduardo dos Santos

 

Um novo país vai emergir do maremoto político e econômico que temos enfrentado. O poder público, as empresas, as associações, as organizações e outras entidades da sociedade civil sairão dessa crise com regras renovadas e com ajustes irreversíveis.

Não faz muito tempo que as empresas brasileiras do segmento da construção civil começaram a operar no ambiente das Parcerias Público-Privadas (PPPs). Esse instrumento, como se sabe,  pode impulsionar o crescimento do país e modernizar as relações entre poder público e iniciativa privada.

Surgindo como caminho para aumentar a participação e a contribuição de instituições privadas nos investimentos, as PPPs, resumidamente, funcionam da seguinte maneira: empresas privadas realizam parcerias com os governos para a construção de bens públicos necessários para a sociedade – creches, escolas, hospitais e postos de saúde, entre outros. As empresas parceiras ganham com os serviços de manutenção e operação, geram empregos, veem o ambiente de negócios em que elas estão inseridas se desenvolver. Após a conclusão das obras, novas demandas surgem: limpeza, iluminação e segurança, só para mencionar três das mais elementares.

Outro diferencial recorrente em projetos dessa natureza é o fato de que a empresa privada é responsável não apenas pela construção, mas também pela operação, o que faz com que as instituições dependam da finalização da obra para ter receita, criando incentivos para eficiência do processo como um todo.

Em um momento no qual o estado brasileiro viu minguar o seu poder de investimento, os projetos de parcerias público-privadas são o caminho mais moderno para aumentar os investimentos. Trata-se, portanto, de uma via de duas mãos – os sistemas de serviços públicos de educação, saúde, segurança e transporte se tornam mais eficientes e oferecem qualidade melhor à população e as empresas de construção civil ganham força e se estabelecem com mais segurança no novo cenário econômico.

 

 




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