CPTM registra 106 quedas em vãos de estações de trens no Alto Tietê

Ocorrências foram registradas entre janeiro e novembro de 2018; Suzano lidera o ranking regional

    

Por Giovanna Figueiredo / Foto: Bruno Arib 

  

Suzano lidera mais um ranking ruim na região. A GAZETA entrou com um pedido via LAI (Lei de Acesso a Informação) junto à CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) solicitando o número de quedas no vão entre o trem e plataforma nas linhas 11 – Coral e 12 – Safira, que passam pelas cidades da região.De acordo com a empresa estatal, entre janeiro e novembro de 2018, foram registrados 378 ocorrências de quedas, sendo que desse total 48 foram em Suzano, que ficou abaixo apenas da estação Brás, com 55 quedas.

Nas 11 estações localizadas no Alto Tietê foram registradas 106 quedas durante o período analisado. A estação de Suzano registrou mais de 45% das ocorrências, seguida por Estudantes, com 10 quedas, e Ferraz, com 9.

A reportagem foi até Suzano para conversar com os usuários do serviço. Durante uma das conversas a reportagem conheceu Sirlândia Francisca da Silva, de 36 anos, que é operadora de telemarketing, mora em Suzano e usa o transporte diariamente para ir ao trabalho. Ela contou que já presenciou muita gente caindo nos vãos e disse que falta adequação nos vãos entre trens e plataformas, pois “são muito grandes”.

“Falta adequação nos vãos das estações“
Sirlândia Silva, usuária

Mostrando as mãos imobilizadas, Sirlândia relata: “Olha aqui, isso foi de uma queda na estação de trem, não cheguei a cair no vão, eu caí no meio do pessoal de barriga para cima. Isso é muito perigoso”, explicou.

Para Joyce Rodrigues, que mora em Brás Cubas, o que falta nas estações é acessibilidade. “Eu acho que falta adequar as estações, principalmente Brás Cubas e Jundiapeba, porque falta acessibilidade, sem contar que a plataforma é mais baixa que o trem”, relatou.

Em Itaquaquecetuba, o porteiro Alexandre Francisco também falou que a acessibilidade é um grande problema, além de apontar as constantes quebras dos elevadores, fato que já o fez presenciar guardas que atuam na estação levarem cadeirantes no colo.




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