Criança e Internet: cuidados em dobro nas férias

Caetano M. Barge Neto, 41, é profissional de Tecnologia da Informação. Foto: Divulgação

 

Por Caetano M. Barge Neto

 

Muitas crianças sabem usar o computador e a internet melhor que os pais. No nosso mundo ultraconectado de hoje, os estímulos estão por toda a parte, a começar pelo celular, que também caiu no gosto da garotada pela infinidade de jogos e aplicativos oferecidos, sem falar nas “redes sociais”.

Os pais, por sua vez, nem sempre “vivem” no computador e não conhecem os programas existentes e os perigos ocultos. Em função das longas jornadas de trabalho, acompanhar o que os filhos olham e fazem na internet é muito difícil, quase inviável. Como conciliar necessidades tão difusas? Julho é mês de férias escolares, mas os pais trabalham. E têm motivos para ficar ainda mais preocupados.

A internet é uma grande fonte de entretenimento e conhecimento, mas existem riscos para as crianças – pedofilia, pornografia e um vasto universo de crimes virtuais. As crianças não sabem distinguir o certo do errado. Alguns clientes me pediram dicas para “reforçar a segurança”, monitorar os passos digitais dos filhos a distância. Elaborei seis tópicos para ajudar, mas insisto que é preciso manter atenção diária.

  1. Nunca coloque informações pessoais em sites de relacionamento como número de telefone, endereço da casa ou escola. Procure saber se o seu filho usou a internet e, a partir dela, fez alguma ligação telefônica;
  2. Oriente seu filho a não colocar informações em redes como o Facebook de lugares onde estão, o “check in”. Este é um outro artefato que fornece informações preciosas a quem já pode estar monitorando o seu filho;
  3. Não falar com estranhos é um dos primeiros ensinamentos que os pais dão aos filhos. Reforce essa orientação: na internet, não é diferente. Cuidado com salas de bate-papo e com as intenções de quem se esconde atrás de um nome falso para interagir. Tenha uma conversa franca e explique aos filhos que pessoas se passam por quem elas não são com finalidades desconhecidas.
  4. Enviar fotos ou ligar a webcam para estranhos é outro procedimento que precisa ser sumariamente evitado. Como foi citado, muitos adultos se fazem passar por crianças para coletar informações da vítima. Não deixe que seus filhos coloquem fotos inapropriadas em sites de relacionamento, em especial poses que não combinam com a idade deles. Roupas curtas e de banho devem também ser evitadas. A gente nunca sabe o destino de uma imagem na rede mundial de computadores.
  5. Monitore as amizades. O principal é sempre ter contato, explicar e esclarecer o que acontece na internet, ver com quem ele conversou, o que conversou. Um caminho simples para isso é ver o histórico do que foi feito naquele dia no navegador, no Google Chrome, por exemplo. Uma das recomendações aos pais é proibir os filhos de “apagar o histórico” de navegação; isso já ajuda muito e deve ser observado com calma e atenção, inclusive aos downloads.
  6. Estimule seu filho a navegar em sites seguros e divertidos para a sua idade. Neste link http://www.safernet.org.br/site/institucional, você conhece melhor uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, que auxilia muito as pessoas sobre o (mau) uso da internet. Nele, é possível fazer denúncias de crimes virtuais.

Por fim, estabeleça acordos com os seus filhos. Eles podem envolver o número de horas no computador e uma série de outras questões de segurança, como as que citamos de forma bem breve. Filmes, séries, Youtube, jogos, aplicativos, redes sociais, e-mails. É nosso papel ter atenção redobrada nos meses de julho e janeiro.

 

 

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

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