Derrotado na eleição para a direção do legislativo de Itaquá, Mamoru perde força

Com dois membros declaradamente de oposição, Câmara de Itaquá promete ter mais independência

  

Por Lailson Nascimento / Foto: Divulgação 

    

No dia 1º de janeiro de 2017, Mamoru Nakashima (sem partido) emplacava a Mesa Diretora que ajudara a formar. Quase dois anos depois, ao menos dez parlamentares que votaram com o prefeito naquela ocasião buscam se afastar da administração municipal. É o que ficou demonstrado na eleição para os cargos de liderança da Câmara Municipal de Itaquaquecetuba no biênio 2019-2020, ocorrida na segunda-feira (17).

 A partir do próximo ano, Edson Rodrigues (Pode), o Dr. Edson estará na presidência, acompanhado pelo 1º vice-presidente Cesar Diniz de Souza (Avante), o Cesinha; Carlos Alberto Santiago (PSD) como 2º vice-presidente; Valdir Ferreira da Silva (PSD), o Valdir da Farmácia, como 1º secretário; João Batista Pereira de Souza (PSDB), o Pelé da Sucata, 2º secretário; e Armando Neto (Patriota) na 1ª secretaria.

 O regimento interno do legislativo itaquaquecetubense não prevê o registro prévio de chapas para a Mesa Diretora. Por conta disso, quando Adriana Aparecida Felix (PSDB), a Adriana do Hospital, abriu a votação declarando apoio a Dr. Edson, o público que esperava fidelidade da vereadora e de demais aliados de Mamoru se surpreenderia com a formação de um novo grupo político na cidade.

Articulado, o grupo (que além dos membros eleitos para a mesa também conta com Adriana do Hospital; David Ribeiro (PPS), o David Neto; Edvando de Jesus (PSD), o Vandão Estouro; e Elio de Araújo (Avante), o Elinho) votou junto do início ao fim – presidência, vice-presidência, secretários e vice-secretários.

   

RACHAS – Se não bastassem os votos contrários de membros do próprio partido à candidatura de Celso Reis, o PSDB não conseguiu sequer manter unidade de voto nos demais cargos disputados. Depois de perder a disputa para a vice-presidência, o tucano Arnô Ribeiro Novaes, o Arnô Cabeleireiro, passou a votar aleatoriamente nos outros cargos.

A falta de união da maior bancada do legislativo fica explícita justamente no momento em que tramita no PSDB estadual a expulsão de Mamoru Nakashima do partido – o prefeito de Itaquá apoiou Márcio França (PSB) para o Palácio dos Bandeirantes.

Outro partido que sai rachado do pleito para a Mesa Diretora é o Podemos. Apesar de ser colega de partido de Dr. Edson, Rolgaciano Fernandes preferiu votar em Celso Reis e nos demais candidatos apontados pelo Paço Municipal.

   

PLANOS – Em fala discreta, Dr. Edson minimizou a falta de apoio de Rolgaciano e ressaltou que “partido é o de menos hoje em dia.” A fala veio depois de ser questionado se estaria avaliando a possibilidade de sair da legenda presidida por Rolgaciano. “Num primeiro momento eu estou e sou do Podemos. Agora, amanhã, se eu ver que é viável outro partido, a gente pode conversar também.”