Deslizamento de terra no bairro 13 de maio assusta Santa Isabel

Governo de Fábia Porto se cala diante de questionamentos sobre a ocorrência

  

Por Gabriel Dias / Foto: Bruno Arib

  

Basta o céu fechar e cair as primeiras gotas de chuva que milhares de famílias que vivem no Alto Tietê se escondem com medo do pior. Existem famílias que perderam tudo nas enchentes e também aquelas que perderam suas casas em deslizamentos de terra.

No final do ano de 2018, a GAZETA publicou número de 120 áreas com potencial risco de inundações e deslizamentos de terra existentes na região, e aproveitou para citar a cidade de Santa Isabel neste levantamento.

Em menos de um ano depois da reportagem, o município registrou, durante os dias chuvosos do mês de março, uma movimentação de terra que assustou moradores que vivem entre as ruas Fernandes Cardoso e Dom Pedro II, no bairro 13 de Maio, região próxima à área central da cidade.

A força da natureza fez com que toneladas de terra descessem morro abaixo levando tudo que tinha pela frente, inclusive duas residências. O que sobrou foi um amontoado de entulho e barro.

Dias depois do desastre natural, pedreiros e serventes trabalhavam no terreno particular tirando a lama, e fazendo massa de cimento com objetivo de reerguer tudo aquilo que desmoronou com a terra.

Ao notarem a presença dos jornalistas e fotógrafos, um dos trabalhadores, com vergonha de dizer seu nome, gritava: “Aqui não é Santa Isabel, aqui é Brumadinho. Isso aqui é a segunda Brumadinho”, ironizava.

A GAZETA enviou questionamentos à Prefeitura de Santa Isabel, mas, como de costume, a gestão de Fábia Porto (PRB) não respondeu ao jornal sobre este fato na cidade.

O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), órgão federal que estuda desastres naturais, também foi questionado, no entanto, não respondeu.

  

Gazeta Regional

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