Em relatório preliminar, perícia de acidente aponta falha nos freios

A análise, de caráter preliminar e não conclusiva, é de peritos do Instituto de Criminalística, que realizou uma nova vistoria no veículo com base em partes do equipamento de frenagem. Foto: Divulgação
 

Por Renan Xavier

Da Redação

 

Falhas no sistema de freios podem ter causado o acidente que matou 18 pessoas na rodovia Mogi-Bertioga, na noite do dia 8. A análise, de caráter preliminar e não conclusiva, é de peritos do Instituto de Criminalística, que realizou uma nova vistoria no veículo, nesta terça-feira (14), com base em partes do equipamento de frenagem.

Momentos antes de o veículo tombar, no quilômetro 84 da rodovia, o motorista teria perdido o controle, segundo depoimento prestado por estudantes sobreviventes da tragédia.

As duas principais teses para o acidente levantadas pela equipe de perícia técnica eram de uma falha humana, por negligência do motorista, ou mecânicas, hipótese que ganha força com o resultado da análise preliminar.

Em nota oficial, a União do Litoral informa que a polícia retirou o sistema de freios do ônibus para perícia e questiona a análise preliminar. Segundo a empresa, o laudo final só deverá ficar pronto em 30 dias e a Polícia Civil não confirma a informação da falta de freios.

 

O acidente

A tragédia na rodovia Mogi-Bertioga matou 17 passageiros e o motorista do ônibus da Viação União do Litoral. O ônibus fretado tombou por volta das 23h do dia 8, após uma curva em que o motorista perdeu o controle. O veículo atravessou a pista e caiu de lado em uma vala, na altura do quilômetro 84 da estrada, entre os municípios de Biritiba Mirim e Bertioga.

O fretado levava estudantes universitários de Mogi das Cruzes para São Sebastião. Segundo o Corpo de Bombeiros, 15 pessoas, incluindo o motorista, morreram no local; outras três morreram em hospitais de Bertioga e Guarujá.