Em Salesópolis, ato pede afastamento de diretora

Manifestação foi acompanhada por quem “sentiu no ventre” o ocorrido dentro da unidade de ensino. Fotos: Bruno Arib

 

Por Aristides Barros

 

Mais de 50 pessoas participaram do ato realizado na tarde de sexta-feira (24) nas ruas centrais de Salesópolis, quando manifestantes pediram Justiça ao caso de violência escolar sofrido por menino de nove anos de idade. A acusada da ação é a própria diretora da EMEF Professora Sônia Maria da Fonseca, onde a criança estuda, denunciou Katia Aparecida Miranda, mãe da criança que é autista e não fala.

A ocorrência registrada na delegacia policial da cidade resultou numa sindicância feita pela prefeitura, investigação do MP e depois a posição da Justiça, que decidiu pelo arquivamento do caso. Tudo isso serviu como estopim para a explosão da revolta dos manifestantes. Durante o ato eles arremessaram frases duras contra as autoridades.

Para se ter uma ideia da repercussão do caso, Fabiane dos Santos Andrade, que mora em Santo André – na região do ABC – saiu de sua cidade para participar do ato. Ela soube do ocorrido pelas redes sociais. “Vi e me assombrei. Essa agressão feriu e foi sentida por muitas pessoas. O que aconteceu aqui acontece em outros pontos do país e tem de ser denunciado, para que não se repita e para que haja punição a quem praticou o ato, que é um crime”, disse.

A funcionária pública municipal Maria Celeste da Silva Prado também participou da manifestação. “É revoltante, um absurdo. Se isso não for denunciado pode continuar acontecendo. Alguém tem de fazer alguma coisa para evitar”, disse. A servidora municipal acrescentou que a mesma diretora é alvo de outras denúncias semelhantes.

 

CONFIRMAÇÃO – O que ela disse foi endossado pela dona de casa Célia Alves de Campos, que assim como dois de seus quatros filhos também é deficiente. “O mais velho, de 20 anos, tem dislexia e o outro Síndrome de Down. O mais velho sofreu agressão verbal e foi maltratado por ela (diretora). Não vou deixar o mais novo passar o que ele passou. Hoje estou aqui dando a minha cara a tapa porque não quero mais sofrer isso”, contou. “Ela fala que o lugar deles não é na escola”, afirmou não contendo as lágrimas pela dor imposta aos filhos.

 

OUTRO LADO – O jornal continua aberto para ouvir a versão da diretora acusada de agredir o estudante na escola.




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