Entidade de defesa dos animais completa dois anos em Poá

Iupaa celebrou aniversário com jantar beneficente. Desde sua fundação, mais de 400 pets foram resgatados e doados

 

Por Renan Xavier

 

Uma sinfonia de latidos e miados ecoa por todos os cômodos da casa de Jilmara Faria, em Poá. Atualmente, são sete gatos e cinco cachorros abrigados no lar temporário, onde recebem os primeiros cuidados e ficam prontos para, enfim, serem adotados. Há mais de uma década, esta tem sido a rotina da ativista de 29 anos: resgatar animais em situações de maus tratos e abandono e ajudá-los a encontrar um lar.

Para cumprir esta missão, Jilmara fundou em 2015 o Iupaa (Instituto União Paulista de Proteção Animal e Ambiental) que completou dois anos de atuação no último sábado (28) e, para celebrar a data, realizou o 1° Jantar Dançante Beneficente em Prol dos Animais em Situação de Rua, que reuniu 300 convidados na Praça dos Eventos, em Poá, e contou com o apoio de diversas autoridades públicas, entidades sociais e ativistas da causa animal na região do Alto Tietê.

Os convites para o jantar, vendidos a R$ 30, esgotaram rapidamente e os valores arrecadados serão revertidos para o custeio de consultas veterinárias, medicação e ração para os bichos.

De acordo com Jilmara, presidente da Iupaa, em dois anos a entidade resgatou e encaminhou a novos lares mais de 400 animais. “É um trabalho difícil, duro e muitas vezes pouco apoiado, mas é gratificante. Ao longo desse tempo, conquistamos importantes parceiros, principalmente em municípios vizinhos, e cada dia mais nossa missão é reconhecida”, comemora a ativista.

As doações dos animais são realizadas presencialmente em uma feira quinzenal realizada Praça da Bíblia, na Vila Acoreana, em Poá. A próxima mostra será realizada no sábado (4). Nas redes sociais, o Iupaa também divulga fotos dos pets prontos para adoção.

 

VOCAÇÃO – Jilmara ainda era criança quando percebeu seu amor aos pets. Também na infância foi apresentada à crueldade humana com os bichinhos. Aos nove, teve sua gata de estimação morta por envenenamento após dar cria. Dez anos depois, seria a vez de sua cachorra ser atropelada, também intencionalmente. “Foi neste momento que prometi vingar a morte dos meus bichinhos combatendo a violência e os maus tratos com os animais”, explica.

 

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