Ferraz se mantém inerte na geração de emprego e renda

Índice Firjan coloca cidade como uma das piores do Alto Tietê

 

Por Aristides Barros / Foto: Divulgação

 

Dentre as cidades do Alto Tietê, Ferraz de Vasconcelos vai mal quando o assunto é evolução nas áreas de Emprego e renda, Educação e Saúde. Isso foi revelado pelo IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), um estudo do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) que acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de mais de cinco mil municípios brasileiros nessas três áreas.

O IFDM, que foi criado em 2008, é feito exclusivamente com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde. O estudo apresentado se refere aos anos de 2015 e 2016, e em Ferraz a crise nos três setores continua na atual administração do prefeito José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta.

 

EMPREGO – Sobre geração de emprego, o jornal acompanha o transporte alternativo que tenta a regularização da atividade. Apesar de ter a aceitação da maioria da população, o trabalho sofre restrições por parte da classe política.

“A regularização abriria o mercado de trabalho em Ferraz”, prevê Ronaldo Craveiro, de 39 anos, uma das lideranças do sistema. De acordo com ele, hoje são em torno de 40 pessoas trabalhando no transporte alternativo do município. “E se acontecer a regularização a tendência é que cheguemos a ter mais 500 pessoas exercendo o ofício.”

Apesar dos riscos decorrentes da atividade, homens e mulheres aderem ao serviço. “A pessoa está desempregada e chegam as contas, tem de levar comida para a mesa, sustentar a família. Ela tem um carro, ela vai pensar na melhor forma possível de conseguir sustentar sua casa. É um trabalho honesto. Os políticos precisam ver a coisa por esse ângulo”, aconselha Craveiro.

 

NÚMEROS – O IFDM varia de 0 (mínimo) a 1 ponto (máximo) para classificar o nível de cada localidade em quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4 a 0,6), moderado (de 0,6 a 0,8) e alto (0,8 a 1) desenvolvimento. Ou seja, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento da localidade.

Ferraz não diminuiu em nenhum dos indicadores, mas a pouca evolução do IFDM, de 0,661 para 0,698 de um ano para o outro, a colocou em pior lugar na região. O emprego e renda entrou no nível regular, de 0,559. Saúde moderado, 0,643, e educação alto: 0,892.

 

RESPOSTA DA PREFEITURA

“A culpa é das gestões anteriores”, diz Zé Biruta

Indagado sobre a deficiência nas três áreas o governo municipal “jogou” a responsabilidade às administrações anteriores, dizendo que os números retratam o desgaste que Ferraz sofreu em gestões anteriores, fazendo com que números tão importantes fossem levados abaixo do que a cidade realmente tem potencial de apresentar. A prefeitura acrescentou que faz esforço concentrado nas finanças e na administração para que os índices melhorem.

O arremesso ao passado dos problemas atuais cai por terra na série de reportagens já realizadas pela GAZETA, desde as mais recentes, quando o jornal abordou os altos valores que a prefeitura desembolsa para pagar alugueis de imóveis destinados ao funcionamento de repartições públicas. Na questão econômica, enfatiza-se que em 2017 a prefeitura comprou um imóvel por mais de R$ 4 milhões e que até hoje está sem utilidade alguma.

 




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