Filas por atendimento dobram após aumento de epidemias em Biritiba

Além de diversos casos de dengue, município já tem caso de H1N1 diagnosticado; segundo dirigentes, tempo médio de espera mais que dobrou. Foto: Renan Xavier

 

Por Renan Xavier

De Biritiba Mirim

 

Bancos da recepção, corredores, salas de consultório: todos os ambientes do Pronto Atendimento Municipal Irio Taino, de Biritiba Mirim, estão mais ocupados que nunca. A maior demanda pelo aparelho de saúde, segundo os dirigentes, se dá por dois motivos principais: surtos de epidemias, como a dengue e, mais recentemente, a gripe H1N1 e a sobrecarga no atendimento, em função da demanda de pacientes oriundos de outros municípios, como Salesópolis e Mogi das Cruzes.

Ilustra este cenário, segundo números passados pela administração, que, no final de 2015, a unidade de saúde atendia em média 200 pacientes ao dia. Hoje, o número de atendimentos diários chega a, em média, de 380 a 400. Isso, segundo os administradores, reflete diretamente no tempo de aguardo dos pacientes.

O coordenador administrativo do Pronto Atendimento, Luciano Teixeira, apela para que o público procure compreender que a saúde passa por um “momento atípico”, com diversos surtos epidêmicos assolando o País, o que, na sua avaliação, explica o aumento da demanda local.

“Antes no aumento da demanda, o paciente aguardava em torno de 40 minutos para ser atendido. Agora, a espera pode chegar a duas horas e meia”, calcula Liana Machado, coordenadora de enfermagem do Pronto Atendimento. A coordenadora, no entanto, destaca que o procedimento segue normal, atendendo a todos os critérios necessários para um atendimento digno.

“O processo continua o mesmo”, esclarece ainda a coordenadora. “O paciente chega, passa pela triagem, quando recebe uma classificação de risco, de acordo com sua necessidade, e depois é atendido pelo médico. Caso o médico julgue necessário, são realizados exames laboratoriais no mesmo dia da consulta, ficando prontos em, no máximo, uma hora e dez minutos”, afirma Liana.

 

H1N1 – o risco

Para Luciano Teixeira, pacientes que apresentem quadro de gripe e façam parte do grupo de risco – gestantes, portadores de doenças crônicas, obesidade, síndrome de Down, doenças neurológicas e do desenvolvimento, crianças menores de cinco anos ou idosos, devem procurar ajuda médica dentro das primeiras 48 horas. Demais pacientes devem procurar unidades de saúde imediatamente caso apareçam sintomas como falta de ar, cansaço, piora de doença crônica, persistência ou aumento da febre por mais de três dias.