Gaeco entra no caso de Suzano para averiguar eventual prática de terrorismo doméstico

Dois ex-alunos entraram em escola e dispararam contra alunos e funcionários

 

Da Redação / Foto: Divulgação

 

Além da atuação do promotor Rafael Ribeiro do Val, designado pelo procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, para o caso do massacre ocorrido na quarta-feira (13) na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) vai investigar em que circunstâncias ocorreram as dez mortes por intermédio do trabalho do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O PIC (Procedimento Investigatório Criminal) foi instaurado por portaria na própria quarta-feira.

A linha central do Gaeco é apurar possível existência de organização criminosa que tenha colaborado para eventual cometimento de crimes relacionados a terrorismo doméstico, como apontam os primeiros indícios.

Como publicado ontem pela GAZETA, durante todo o dia, informações das possíveis causas do massacre circularam na imprensa. Uma delas chamou atenção dos jornais: a de que Guilherme Monteiro e Luiz Castro participavam de um Fórum veiculado a um suposto grupo extremista.

Nas mensagens do Fórum, havia um usuário que conversava com a dupla, chamado de “DPR”. O texto que antecedeu o massacre revela detalhes de um crime premeditado: “Muito obrigado pelos conselhos e orientações. Esperamos do fundo dos nossos corações não cometer este ato em vão. Todos nós e principalmente o recinto será citado e lembrado. Nascemos falhos, mas partiremos como heróis. O contato nos trouxe tudo dentro dos conformes. Ficamos espantados com a qualidade, dignas de filmes de Hollywood. Infelizmente não existe locais para testarmos e tudo acontecerá de forma natural, com a aprendizagem no momento do ato. Fique com Deus, meu mentor. O sinal será a música no máximo três dias depois estaremos diante de Deus, com nossas sete virgens. Levaremos a mensagem conosco”.

 




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