Gondim e Marcus Melo trocam acusações no último debate antes das eleições

O último debate entres os candidatos Luiz Carlos Gondim (SD) e Marcus Melo (PSDB) realizado pela TV Diário na noite de ontem, foi marcado por acusações. Foto: Jamile Santana/G1 Mogi das Cruzes

 

Se Melo acusou Gondim de ter o nome citado na Operação Alma Branca, que investiga um esquema de superfaturamento na venda de alimentos para a merenda escolar infantil, o deputado estadual chegou a dizer que o tucano estava inelegível, por ter as contas do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de 2011 reprovadas. Melo era diretor do Semae.

Logo na primeira pergunta com tema livre, Gondim questionou Melo sobre o fato de a Prefeitura ter feito compras superfaturadas de produtos para merenda, como salsicha e suco de laranja.Melo ressaltou que todos os dados sobre a administração de Mogi estavam no Portal Transparência e, ainda, que a cidade obteve um alto índice de efetividade de gestão pública.

O deputado, na réplica, disse que a Prefeitura teria comprado salsicha e suco de laranja por valores muito mais altos que o encontrado no mercado. Foi então que, na tréplica, Melo acusou Gondim de ter o nome envolvido na Operação Alma Branca.

No segundo bloco, Melo teve que fazer uma pergunta sobre geração de emprego. O clima ficou mais leve. Gondim disse que iria investir na indústria, no comércio e que 80% dos trabalhadores de todas as obras públicas na cidade seriam formados por mogianos. Melo prometeuconstruir um novo polo industrial na Chácara Guanabara.

No terceiro bloco, novamente com tema livre, Gondim voltou a falar sobre corrupção e acusou a Prefeitura de ter comprado merenda superfaturada. Melo retrucou e disse que “quem teria o nome citado em esquema era o deputado”.

Gondim listou alguns produtos que teriam sido superfaturados pela Prefeitura de Mogi e disse que a “taxa da propina em Mogi de 28% era a mais alta do Estado” e que havia apoiado a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o esquema. “O Gondim foi um dos últimos deputados a assinar a CPI”, lembrou o tucano.

Após uma pergunta sobre saúde em que ambos disseram que iriam ampliar o Programa Mãe Mogiana, o tom voltou a subir, desta vez, sobre quem teria trazido o Ambulatório de Especialidades Médicas (AME). Enquanto Melo dizia que o AME teria sido responsabilidade do “deputado estadual e depois prefeito Marco Bertaiolli”, Gondim exigia a “paternidade” do AME.

Transporte público foi outro tema sorteado. Melo destacou a criação do Sistema Integrado Mogiano (SIM). Gondim foi incisivo. “O transporte público municipal é uma lástima. Eu vou solucionar o problema, porque não tenho acordo com as empresas e eles terão que me obedecer”, afirmou.

Iluminação pública foi outro assunto sorteado para Gondim perguntar. Ele citou a criação da Contribuição de Iluminação Pública (CIP). Melo disse que a CIP foi criada pelo Governo Federal e destacou a troca de 12 mil lâmpadas de mercúrio e implantação de lâmpadas leds na Mogi-Guararema.

Melo então teve a oportunidade fazer uma pergunta de tema livre e questionou sobre o fato de Gondim apoiar o “auxílio paletó”, que destina verbas para deputados. No entanto, Gondim lembrou que o auxílio havia sido extinto há 8 anos.

O momento mais tenso ficou para o final, quando Gondim disse que o valor gasto pelo gabinete do prefeito, R$ 5 milhões, e o montante empregado em propaganda, R$ 10 milhões, seriam suficientes para pagar o Passe Livre dos estudantes. O deputado acusou Melo de ter as contas de 2011 do Semae reprovadas e, assim, seria ficha suja e “não poderia assumir caso fosse eleito”. Melo ressaltou que todas as compras feitas peloSemae seguiram modelos de licitação transparentes.

O tucano cometeu outro deslize no debate ao dizer que Gondim tentava esconder o PT da campanha, partido que “acabou com o Brasil”. No entanto, Gondim lembrou que o prefeito Marco Bertaiolli, principal cabo eleitoral de Melo, tem apoiado, inclusive subido no mesmo palanque, o candidato Carlinhos Almeida que concorre à reeleição na Prefeitura de São José dos Campos pelo PT.




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