‘Maldição do IPTU’ causa nova onda de críticas da população à prefeitura

Moradores relatam erros nos valores cobrados no imposto

Por Giovanna Figueiredo / Foto: Bruno Arib

As sessões ordinárias da Câmara de Mogi, na última terça-feira (12) e quarta-feira (13), foram marcadas por protestos da população insatisfeita com o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) cobrado pelo município. Na terça a sessão foi suspensa por conta das manifestações. Na quarta os trabalhos voltaram a ser suspensos, mas foram retomados.

Dentre as críticas da população estão supostos erros nos carnês e aumento abusivo do impostos. “Estão cobrando R$ 14,8 mil de imposto na minha casa, como eu vou pagar? Como uma pessoa desempregada paga R$ 14 mil de imposto?”, gritou uma das manifestantes.

No dia 13 o vereador Rodrigo Valverde (PT) relatou que esteve em uma reunião na prefeitura em que participou membros do poder Executivo designados para resolver questões do IPTU.

Durante a reunião os representantes do legislativo teriam levado as reivindicações do povo. “Nós estivemos na prefeitura e eles admitiram que têm mais erros em cerca de 29 mil carnês. Com base no que conversamos, foi elaborada uma proposta para que o problema seja resolvido e enviaremos ao prefeito através de indicação”, explicou Valverde.

Segundo os manifestantes, outras ações seriam tomadas. Na sexta-feira (15) alguns moradores que se sentiram lesados foram até o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) protocolar um pedido de investigação sobre questões ligadas ao IPTU.

O QUE DIZ A PREFEITURA – A GAZETA questionou a administração em relação aos problemas apontados pela população. Em nota a prefeitura informou que a fiscalização em relação a área construída é feita por meio de avião dotado de equipamento cartográfico de alta tecnologia, capaz de corrigir distorções provocadas pelo relevo. Além disso, a fachada das unidades é fotografada por um carro equipado com câmera fotográfica de 360 graus.

“Dos mais de 141 mil carnês emitidos na cidade, 112 mil receberam a correção de 4,56%, referente à inflação de 2018. E outros 29 mil apresentaram correção superior. Há três possibilidades para isso: ampliação da área construída, edificação, seja uma casa, galpão ou prédio, em área onde antes havia apenas um terreno e mudança da destinação de uso de residencial para comercial.”

O Executivo realizou até sexta-feira (15) um mutirão para revisão dos carnês. Até quarta-feira (13) 1,8% dos contribuintes solicitaram revisão do valor do tributo em 2019. Do total de 141.216 carnês emitidos este ano, foram protocolados, até segunda-feira (11/02), 2.496 pedidos de reanálise do lançamento.




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