Manifestantes de Mogi protestam contra a Reforma da Previdência

Mesmo com poucas pessoas, grupo fez questão de marcar presença nos atos que se espalharam pelo País
Por Gabriel Dias / Fotos: Bruno Arib

Seguindo os passos da greve geral em todas as Capitais do Brasil, em Mogi das Cruzes não foi muito diferente. Um pequeno grupo de manifestantes se reuniu na área central da cidade na manhã de sexta-feira (14) para protestar contra a Reforma da Previdência, os cortes de gastos na Educação e a falta de empregos no País.

Embora o transporte público ao menos na cidade mogiana não tenha paralisado, como nos grandes centros do País, isso não impediu que os cerca de 500 manifestantes se reunissem na cidade para protestar, garantiu a liderança Inês Paz.

O grupo percorreu ruas do centro da cidade e o trânsito ficou parado por algumas horas, principalmente entre as ruas Brás Cubas e Barão de Jaceguai.

Em entrevista à GAZETA, o vereador mogiano Rodrigo Valverde (PT) disse que o protesto foi pacifico e precisa ser feito para garantir que o trabalhador não seja prejudicado com as reformas e os cortes que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) realiza em todo Brasil.

“É o nosso povo e o trabalhador que vão pagar por isso. Eles já trabalham demais e precisam ser mais respeitados e valorizados pelo governo”, disse, Valverde que acompanhou toda a passeata.

O estopim para alguns manifestantes foi uma pessoa que não teve seu nome identificado e que atravessava a manifestação gritando: “Temos direito de ir e vir, vão trabalhar!”. Algumas pessoas que participavam do protesto chegaram a empurrá-lo, no entanto, lideranças políticas e outros grupos separaram o início da confusão.

Viaturas da Polícia Militar chegaram a acompanhar a manifestação na Avenida dos Bancos, área central, mas tão logo não foi vista depois que alguns manifestantes anunciaram no carro de som que a PM tentava impedir a manifestação.

As pessoas caminharam até a frente do INSS de Mogi, onde ficou a concentração dos protestos. No meio da tarde, três ônibus saíram da sede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) de Mogi com destino à Capital para se unirem a outros grupos.