Metade da região tem taxa de mortalidade infantil acima da média estadual

Estatísticas divulgadas hoje (3) pela Fundação Seade mostram dados relativos a 2017; Poá teve o pior resultado, com taxa de mortalidade infantil de 16,92 óbitos por mil nascidos vivos

 

Por Lailson Nascimento / Foto: Divulgação

 

 Dados divulgados nesta segunda-feira (3) pela Fundação Seade – vinculada à Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de São Paulo – mostram que cinco cidades do Alto Tietê encerraram 2017 com taxa de mortalidade infantil mais alta do que a média estadual. Os dados foram elaborados com base nas informações dos Cartórios de Registro Civil de todos os municípios paulistas.

Enquanto São Paulo como um todo (645 municípios) alcançou taxa de 10,74 óbitos por mil nascidos vivos, a cidade de Poá fechou o ano passado com 16,92 mortes a cada mil nascidos. O dado também é superior em relação a 2016, quando o município obteve média de 11,61.

No ranking, logo abaixo de Poá vem Arujá, que também viu sua taxa aumentar: passou de 15,32 mortes a cada mil nascidos vivos em 2016 para 15,91 em 2017.

Itaquaquecetuba está na terceira posição do ranking de mortalidade do Alto Tietê. Contudo, o município está no grupo da região que diminuiu a taxa: passou de 13,92 em 2016 para 12,84 em 2017.

Guararema também está entre as cidades acima da média estadual. Em 2016 a taxa de mortalidade era 9,3, enquanto que em 2017 passou para 12,2.

Ferraz de Vasconcelos fecha o ranking de cidades com taxa acima da média estadual, mas semelhante a Itaquá, diminuiu em relação a 2016: passou de 13,21 para 11,95.

 

TAXA MENOR – Diante dos 10,74 óbitos por mil nascidos vivos em todo o Estado, apenas cinco cidades do Alto Tietê ficaram abaixo da média.

Mogi das Cruzes obteve redução de 11,5 em 2016 para 10,24 em 2017.

Suzano, que fechou a taxa de mortalidade de 2017 em 10,21, obteve uma das reduções mais surpreendentes da região: em 2016 o índice era de 17,25.

Santa Isabel também reduziu em relação a 2016: passou de 14,01 naquele ano para 9,79 em 2017.  

Embora esteja no grupo com média menor que a estadual, Biritiba Mirim teve um salto preocupante: foi de 2,45 em 2016 para 9,64 em 2017.

Salesópolis também aumentou: de índice 4,81 em 2016 passou para 4,95 em 2017.

 

GERAL – Segundo a Fundação Seade, a mortalidade neonatal precoce (até seis dias de vida) passou de 22,5 óbitos por mil nascidos vivos em 1975, para 5,4 por mil em 2017,reduzindo 76% – dados dos 645 municípios paulistas.

Por sua vez, a taxa de mortalidade pós-neonatal (28 dias a 11 meses) diminuiu 94%, ao sair de 48,7 por mil nascidos vivos, para 3,2 por mil neste mesmo período. Atualmente, os óbitos neonatais precoces, representam 50% do total dos óbitos infantis, enquanto os ocorridos no período pós-neonatal respondem por cerca de 30% desses óbitos.

Nos anos recentes, as causas perinatais e as malformações congênitas representam a quase totalidade dos óbitos neonatais precoces, com participações de 78% e 21%, respectivamente. Já os óbitos pós-neonatais têm as malformações congênitas como a causa de morte mais importante (26%), seguida das causas perinatais (14%), do aparelho respiratório (11%) e das infecciosas e parasitárias (10%).

 Em 2017, das 645 cidades, 182 não registraram nenhum óbito infantil, enquanto 273 tiveram taxas superiores a do Estado e 163 municípios tiveram taxas com apenas um dígito, ou seja, inferiores a 10 óbitos por mil nascidos vivos – três no Alto Tietê, sendo Santa Isabel (9,79); Biritiba Mirim (9,64); e Salesópolis (4,95).




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