Mogi adota novo atendimento no PA Infantil do Hospital Municipal

Medida tem como objetivo melhor atender ao aumento da demanda de crianças com problemas respiratórios e sintomas de H1N1. Foto: Divulgação

 

A Secretaria Municipal de Saúde está implementando novas ações para agilizar o atendimento no Hospital Municipal de Mogi das Cruzes em função do aumento da demanda no Pronto Atendimento Infantil e no setor de internações pediátricas registrado nas últimas semanas. Desde o início do mês, outras adequações temporárias já foram adotadas no próprio hospital e também no Pró-Criança e na Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) de César de Souza.

As medidas foram anunciadas pelo secretário municipal de Saúde, Marcello Delascio Cusatis, que percorreu as unidades de urgência e emergência na quarta-feira (20). “Estamos com uma grande procura devido às complicações de casos de síndromes respiratórias e uma agravante que é a grande preocupação com a proliferação do vírus H1N1. Estamos percebendo, por meio do monitoramento do Sistema Integrado de Saúde (SIS), o aumento de casos mais graves e de piora de quadros, o que exige mais cuidado e atenção, além de algumas providências emergenciais”, explicou.

O Pronto Atendimento Infantil do hospital, por exemplo, atendeu 10 mil crianças no mês de março, enquanto a média mensal era de 6,5 mil nos meses anteriores, quantidade prevista no contrato de gestão. “Já a ala de internação pediátrica, que conta originalmente com 23 leitos, precisou ser ampliada, utilizando outro andar do hospital”, informou o secretário. Na quarta-feira (20), 42 crianças estavam internadas na unidade, incluindo vários pacientes moradores em outros municípios da região.

 

Influenza

Das 42 crianças internadas no Hospital Municipal no dia 20, 90% apresentam problemas respiratórios e 20 delas apresentaram sintomas sugestivos para H1N1, subindo para 67 o número de notificações suspeitas da doença na cidade. Deste total, três casos foram confirmados por meio de exames realizados por hospitais particulares onde as vítimas estiveram internadas, um deles o óbito de uma mulher de 45 anos ocorrido no dia 6 de abril. Outro óbito, ocorrido no dia 18 de abril, aguarda confirmação de análise pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

 

O que muda

Entre as principais providências estão: ampliação da carga horária médica no horário de maior movimento (das 19h à meia-noite de segunda a sexta-feira); implantação de mais um posto de triagem para enfermagem em horário de maior pico; adequação da área interna de espera, para maior controle dos pacientes que aguardam por medicação e exames e reavaliação médica; criação de sala exclusiva para coleta de materiais para exames no Pronto Atendimento Infantil; reforço na oferta de agendamento de consulta pelo SIS para pacientes classificados com Azul (não urgentes); adequação dos leitos de pediatria para maior capacidade de retaguarda e atendimento.




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