Mogi vai superar 2,5 milhões de atendimentos de saúde em 2018

Até outubro, foram quase 900 mil exames laboratoriais, além de outros serviços

  

Por Lailson Nascimento / Foto: Bruno Arib 

  

A rede municipal de Saúde de Mogi das Cruzes vai fechar 2019 com mais de 2,5 milhões de atendimentos ao público em geral. A informação é do secretário municipal de Saúde, Téo Cusattis, que esteve na redação da GAZETA para fazer um balanço dos trabalhos da Pasta em 2018.

Na entrevista, transmitida pelas redes sociais do jornal, o secretário observou que o setor de exames laboratoriais é o líder de serviços prestados pela Saúde neste ano, com quase 892 mil atendimentos.

“Os números são bastante interessantes e mostram o volume de atendimentos que a rede SIS faz. Só em relação aos exames laboratoriais, é como se a população inteira fizesse de dois a três exames por ano, sendo que de 36% a 38% da população tem algum tipo de plano de saúde. Isso já mostra que quem tem plano de saúde usa e moradores de outras cidades também, porque os números são estratosféricos se enxergarmos só a população de Mogi”, explicou.

  

DIFICULDADES – Apesar de entender que o serviço avançou, em termos de qualidade, Téo Cusattis reconhece as dificuldades da rede municipal. Os problemas, segundo o secretário, vão além das fronteiras mogianas, pois de 20% a 30% dos atendimentos são prestados a moradores de outras cidades do Alto Tietê.

“A legislação preconiza que as prefeituras equipem a saúde pública para quem é SUS dependente e do próprio município. Mas temos atendido pessoas de outros municípios, além daqueles que perderam os seus planos de saúde de 2017 para cá. O que nos preocupa é que até atendimentos básicos, tais como pré-natal, estão sendo atendidos aqui, apesar de serem obrigação das outras cidades. Isso preocupa, porque é o básico do básico”, acrescentou.

Para que a situação seja equilibrada, o secretário de Mogi conta com o apoio dos municípios vizinhos. “Eu acredito que o Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê), que se tornou executivo, vai equacionar os problemas regionais. Nós temos uma pauta em comum, que são ações inerentes à toda a região. Queremos mais vagas de oncologia, mais vagas de hemodiálise, ortopedia. Esse documento será entregue ao governador”, antecipou.

FUTURO – Por fim, Téo Cusattis falou dos desafios para os próximos dois anos de mandato do prefeito Marcus Melo (PSDB).
“Existem diversos projetos que vão tomar forma a partir de 2019. O prefeito topou o desafio de construir uma nova maternidade na cidade. Nós já temos um projeto muito interessante, para ter humanização. Isso está estimulado no projeto arquitetônico.

Temos, ainda, a nova UNICA de César de Souza, novas especialidades no Hospital Municipal de Brás Cubas, como cirurgias de vesícula, e novos programas de saúde da família em áreas prioritárias, tais como Taiaçupeba”, concluiu o secretário de Saúde.




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