Ney Lyra apresenta projeto que visa reforçar economia indígena

Ele sugere compra de mudas de palmeira na aldeia Rio Silveira como compensação às construções na cidade

 

Por Aristides Barros / Foto: Divulgação

  

O vereador e presidente da Câmara Municipal de Bertioga, Ney Lyra (PSDB), se amparou na Resolução 07/2011 do Condema (Conselho Municipal de Meio Ambiente) para fazer uma indicação visando aumentar a renda financeira da população indígena da aldeia Rio Silveira, em Boracéia, que consegue dinheiro com a venda de artesanato.


A resolução do Conselho determina a doação de mudas ao Viveiro Municipal como forma de compensação ambiental pelo corte previamente autorizado de árvores – nativas ou exóticas – que acontece quando o terreno é preparado para receber a construção. Posteriormente à doação, o “Viveiro” destina o plantio dessas mudas para áreas necessitadas de reflorestamento.


O artigo 7 da resolução narra que para cada corte autorizado de espécies arbóreas nativas da região têm de ser plantadas 30 mudas de espécies arbóreas nativas, e no corte autorizado de cada exemplar de espécie arbórea exótica têm de ser plantadas 10 mudas de espécies nativas da região.


Para formalizar o tratado de compensação o proprietário do terreno assina um TAC (Termo de Compromisso Ambiental) com a Prefeitura de Bertioga, visando cumprir o estipulado pela resolução.


Foi respaldado na Resolução 07/2011 e já sabendo que os índios da aldeia Rio Silveira cultivam a palmeira Juçara que Ney Lyra apresentou o trabalho. “Não é obrigatório. É apenas uma sugestão aos proprietários de terrenos que comprem as mudas cultivadas na aldeia. Com isso ajudarão a população indígena, que consegue pouco dinheiro vendendo peças de artesanato”, expõe o vereador.


A aldeia tem cinco núcleos de cultivo de plantas, com dois deles destinados a plantações de palmeiras Juçara e Pupunha, com cada um dos viveiros contendo mais de duas mudas para comercialização.


O presidente do Legislativo frisa que a indicação atende os objetivos de favorecer os proprietários de terrenos a cumprir o que determina a resolução e que têm pressa na aquisição de mudas para iniciar imediatamente a obra, e os indígenas que, igual a todos os cidadãos, buscam além do próprio sustento se manter financeiramente. “É um trabalho sócio-ambiental”, definiu.

 

SUCESSO – Jamir Emídio da Silva está entre as pessoas que aderiu à iniciativa proposta pelo vereador. Ele precisou cortar seis árvores em seu terreno no bairro do Indaiá e ao assinar o TCA comprou as mudas de palmeiras da aldeia indígena, que são entregues na Secretaria de Meio Ambiente e depois repassadas ao Viveiro Municipal.

 

Líder indígena enaltece a iniciativa do vereador

 

O presidente da Associação Indígena da Aldeia Rio Silveira, Sérgio Macena, de 54 anos, agradeceu a atuação de Ney Lyra em favor dos indígenas reafirmando que o cultivo e venda das mudas visam encorpar as finanças da comunidade.

AUTORIA – Ney é criador do projeto


Ele observou que há mais de 20 anos desenvolvem esse trabalho, com a finalidade de reflorestamento de áreas degradadas e também como forma de garantir o sustento das famílias da aldeia, que trabalham no projeto.


Macena revelou que é o responsável pela cooperativa da aldeia cujas atividades envolvem 120 famílias da comunidade indígena, distribuídas em cinco núcleos de plantio. Ele destacou que além do cultivo de palmeiras de juçara e pupunha acontece a produção de outras espécies de plantas, inclusive as ornamentais, que embelezam ambientes.


O líder comunitário está contente com a ação do vereador Ney Lyra (PSDB), porque mediante ela as vendas de mudas passarão a ser em maior escala. “Toda a comunidade está muito grata a ele.”


Interessados em comprar as mudas podem entrar em contato pelo telefone: (12) 99640-9723.

 

Gazeta Regional

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