O que não sabemos e nem perguntamos

Da Redação

O tema é super atual, muito importante, e, no entanto, não se ouve nas conversas rotineiras dos balcões de bares, ocupados mais com as rodadas de futebol, cachaça e cerveja. Também não faz parte das mesas familiares. Durante o jantar a grande indagação é como será o fim da novela.

Realmente e tristemente é verdade: a reforma da previdência não está no temário nacional, como deveria. Com respeito aos ufólogos que falam bastante de extraterrestres para muito falar sobre a reforma da previdência e como se o assunto tivesse a ver com alienígenas, muitos nem opinam.

Poucos sabem de sua importância e como ela, ou sem ela, vai ficar a família e o cidadão brasileiro nos próximos anos, caso passe a bel prazer dos governistas liderados pelo atual presidente da República. Fato, até entre os seus aliados e partidários ela não é vista com bons olhos, causa asco.

O Congresso não está ajoelhado, e em Brasília é forte a resistência à sua aprovação. Isso se estende a outros cantos do país que buscam conscientizar a população acerca do mal que pode recair nos ombros dos menos favorecidos a aprovação de um trabalho que apenas não causa a repulsa de grupos econômicos já conscientes que serão mais fortalecidos com a aprovação da PEC 06/2019.

Falta um grande debate nacional sobre a reforma da previdência. O governo não chama o povo para esse debate e nem antecipa a ninguém o que vai acontecer nessa ampla discussão. O governo não fala e o povo não pergunta. E quando o mal da falta de informação já está semeado no campo, a colheita não vai ser nada boa.

O momento pede que nos balcões de bares diminuam um pouco as conversas sobre rodadas de futebol, cachaça e cerveja e nas casas das famílias as indagações mais importantes não sejam acerca do final da novela, mas que todas as vozes falem sobre a reforma da previdência, porque muitas vidas ainda dependerão dela.

Gazeta Regional

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