Ônibus de Itaquaquecetuba cortam caminho e não cumprem horários

Na gestão de Mamoru, empresas de ônibus fazem a festa: se atrasam e chegam a cortar caminho

 

Por Gabriel Dias / Foto: Bruno Arib 

  

Diante do cenário de incertezas, quando o assunto é transporte público municipal, quem vive em Itaquaquecetuba e necessita deste serviço só tem a reclamar dos inúmeros descasos que vêm acontecendo.

O exemplo mais comum, segundo os próprios usuários, são alguns motoristas que não respeitam o trajeto padrão de cada linha, cortam caminho e exigem dos passageiros que desçam antes do destino final. Casos como atraso dos ônibus em passar nos pontos também é rotineiro, segundo a população.

Em uma das denúncias que chegaram até a GAZETA, um motorista que faz a linha Jardim Moraes teria exigido aos passageiros que descessem, pois, o coletivo não cumpriria o trajeto.

Questionado pelos usuários, ele respondeu que com ele seria assim. De acordo com os passageiros, devido à má vontade do motorista, idosos que estavam no coletivo desceram, segundo o passageiro Éder Francisco, de 26 anos. A Polícia Militar foi acionada, mas disse que não poderia atender a ocorrência devido o coletivo estar em movimento.

  

RECLAMAÇÕES – No ano de 2017, o município chegou a registrar 366 reclamações de usuários em relação ao transporte público municipal. Em 2018, a administração municipal afirma ter recebido 56 reclamações relacionadas aos atrasos.

Questionada sobre os motivos que levam motoristas de coletivos a cortarem caminho, não respeitando o trajeto padrão da linha, a Prefeitura de Itaquaquecetuba não respondeu.

A gestão Mamoru Nakashima (sem partido) ressalta que 104 veículos já foram recolhidos e 175 coletivos foram notificados, no entanto, a gestão não esclarece os motivos das notificações e as razões que os coletivos foram recolhidos.

Ainda de acordo com a administração municipal, 14 ônibus zero quilômetro foram adquiridos pela Quataí Transportes, que opera o serviço desde novembro.

  

Nova concessão deve ficar para 2º semestre de 2019

  

Por Lailson Nascimento 

  

A Prefeitura de Itaquaquecetuba admitiu, na última semana, que ainda não possui estudo consolidado para a contratação de uma nova empresa para o transporte público municipal. Vencido desde segunda-feira (17), o novo contrato de concessão agora depende de licitação.

No dia 11, o governo de Mamoru Nakashima (sem partido) anunciou a contratação de estudos técnicos que auxiliem a administração municipal na estruturação de projeto a ser utilizado na futura licitação para o serviço de transporte.

Segundo o edital de chamamento público, de responsabilidade do Conselho Gestor de Parceria-Público-Privada da prefeitura, os interessados (inclusive pessoas físicas) em executar os projetos têm até o dia 11 de janeiro de 2019 para protocolizar a documentação exigida na primeira fase do processo licitatório, destinada à qualificação dos proponentes.

Qualificados no chamamento, os autorizados pelo Conselho Gestor terão a responsabilidade de levantar, num prazo de 60 dias, as informações técnico-operacionais, jurídicas e econômico-financeiras solicitadas no edital. Dentre os dados, a prefeitura quer ter acesso à estimativa de demanda, características das linhas atuais, sugestão de novos itinerários, dimensionamento da frota necessária, entre outras necessidades.

O chamamento também informa que o conteúdo deverá “subsidiar a administração pública no melhor modelo para a prestação do serviço público de transporte coletivo” da cidade. A gestão Mamoru estima gastar até R$ 2 milhões com o estudo contratado.

  

ESPERA SEM FIM – Segundo o advogado especialista em Direito Administrativo Ricardo Fatore Arruda, a prefeitura acerta na terceirização do desenvolvimento do edital, mas em prazo extrapolado. “Em qualquer licitação acima de R$ 1,5 milhão é necessário fazer a contratação de uma empresa para fazer o memorial descritivo, e do memorial descritivo sai o edital da concorrência pública. O problema é que eles demoraram muito para fazer, e essa mora causa anos ao erário”, adiantou.

O advogado também prevê que o novo contrato ficará para o segundo semestre de 2019. “A empresa terá 60 dias para executar o projeto, que depois de pronto será apresentado ao público. Após a Audiência Pública, a concorrência terá que sair com prazo de 45 dias. Se tudo correr com a maior celeridade possível, a nova empresa assumiria em julho [do ano que vem].”




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