Os destinos da Educação Brasileira

Por Marcelo Marcos Silva

 

Pensar em educação na atualidade se tornou uma incógnita para todos nós, pois na intenção de querer acertar os rumos dela em busca de um futuro melhor não muito distante, podemos concluir que fatores externos são os principais motivos pelos quais podem levar ao sucesso ou ao fracasso de uma política educacional governamental consistente que vai desde a educação infantil, até o ensino de nível superior.

As estratégias governamentais em torno da educação brasileira, mudam de acordo com as políticas e intenções de cada governante, mas infelizmente não temos tempo a perder no sentido de acertar ou errar.

Será que nos últimos 30 anos, já considerando a CF/88, não foram suficientes para que políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade educacional não poderiam surtir algum tipo de efeito positivo para auxiliar também na melhoria da economia do nosso País, gerando assim mais empregos com profissionais mais capacitados por aí afora?

A pergunta que sempre faço e compartilho com colegas de profissão e que através deste artigo, também compartilho com vocês leitores, será mesmo que não vem por aí uma geração tecnológica de jovens analfabetos funcionais?
Onde estão aqueles que votamos e colocamos no poder para governar de forma democrática?

Investimentos mal geridos, criação desenfreada de avaliações de todos os tipos e a análise de dados, se comparados com as mais diversas regiões brasileiras, demonstram diversidades que em alguns itens estamos caminhando de forma positiva, enquanto outros, estamos retrocedendo, pois a imensidão geográfica e cultural deste país possuí especificidades diferenciadas.

Por isso, precisamos de gestores mais técnicos, eficientes e eficazes que possam levar a sério, e de fato, as políticas públicas educacionais em torno da qualidade ofertada, pois se persistimos ainda mais em algo que não está dando certo, ou seja, testagem da aprendizagem em suas diversas modalidades, não sairemos do lugar e só “enxugaremos gelo” como sempre foi, e nada mudará futuramente.

Precisamos que esta nação seja desenvolvida comparada aos países de primeiro mundo em diversos aspectos, pois em riqueza bruta estamos nas primeiras colocações, mas em aspectos humanitários, ocupamos as últimas posições dos rankings mundiais.
Dica: “Pare e pense fora da caixa”.

 

Marcelo Marcos Silva é Professor, Contador, Licenciado em Pedagogia e Ciências Sociais, além de Especialista em Educação e Gestão Pública