Pacientes criticam mau atendimento na UPA e falta de remédios em Itaquá

“Qualquer pessoa que chegar ao UPA será mal atendido; a falta de informação é um descaso para quem precisa do serviço”, dizem usuários. Fotos: Laerton Santos

 

Por Irânia Souza

De Itaquá

 

A falta de educação dos funcionários, demora no atendimento, farmácia sem medicamentos e médicos desatentos está gerando revolta nos pacientes que utilizam a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Caiuby, em Itaquaquecetuba. A reportagem do Gazeta Regional esteve na manhã do dia 27 de novembro no local e constatou a insatisfação dos usuários do local. Prefeitura disse que vai apurar o relato dos pacientes e, se comprovada a reclamação, vai aplicar as penalidades administrativas previstas em lei.

Moradora do Caiuby, Rosa Roberta ressaltou sua indignação com as promessas feitas pelo prefeito Mamoru Nakashima (PSDB). “Ele prometeu que teria medicamentos para os pacientes aqui da UPA, mas nunca tem remédio, então, para quê manter uma farmácia, se é só de enfeite? Estou insatisfeita com esse governo”.

Itaquá_ABRE_Reclamações Saúde - foto 2 @laertonsantosNaiara Silva de Franca, do Jardim Silvestre, afirmou à reportagem que estava na UPA para confirmar uma suspeita de gravidez, mas saiu frustrada. “Tinha que ter feito um teste sanguíneo para saber se é gravidez ou não, mas a médica mal me examinou, falou que não dava para fazer o exame, e receitou um medicamento. Mas agora estou com medo de tomar o medicamento, e se for mesmo gravidez? A gente fica perdido, porque ninguém orienta, é um descaso”, afirmou.

Carlos Alberto Rodrigues, que é morador do Jardim Josely, estava como acompanhante da tia, que precisava realizar uma tomografia. Segundo ele, já que o exame é feito apenas no Hospital Santa Marcelina, eles teriam de esperar uma ambulância para levar a paciente. “Nós temos de andar mais de três quilômetros para chegar na UPA e é essa demora. Fora o mau atendimento, a falta de educação dos funcionários com os pacientes, não sabem nem dar informações. Existe um posto de saúde mais próximo de casa, mas não funciona, nunca tem médico. Você passa hoje e manda voltar daqui a um mês. A minha tia está há seis meses tentando fazer esse exame e só agora conseguiu”, reclamou.

 

Outro lado

Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que “a Secretaria Municipal de Saúde vai apurar o relato desses pacientes e, se comprovada a reclamação, vai aplicar as penalidades administrativas previstas em lei”.

Ainda que a população tenha afirmado que falta remédios na rede básica de saúde, a Secretaria ressaltou, em nota: “Informamos que não há falta de medicamentos na rede básica de saúde de Itaquaquecetuba”. Segundo a prefeitura, “todas as Unidades Básicas de Saúde, bem como a UPA e o Centro de Saúde 24 horas, estão rigorosamente abastecidos com os medicamentos da ‘cesta básica’”.