Para não cometer erros, Câmara de Salesópolis vai agir com cautela no Caso Senar, diz presidente

Vereador Nilson Satolu (PSDB) diz que o Legislativo está inseguro quanto ao seu papel no Caso Senar, que investiga suposto desvio de recursos da prefeitura 

 

Por Lailson Nascimento / Foto: Bruno Arib

 

Cautela: esta é a palavra de ordem na Câmara Municipal de Salesópolis nos dias que antecedem a votação que vai definir a investigação do Caso Senar [Serviço Nacional de Aprendizagem Rural]. Por já estar sob a averiguação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), há vereador que considere como imprudente a formação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para a mesma investigação no Legislativo. A votação deve acontecer hoje (12).

O próprio presidente da Câmara, Nilson Satolu (PSDB), tem ressalvas quanto ao caso. Na sexta-feira (9), o tucano recebeu a reportagem e reconheceu que ainda existe “insegurança” na Casa de Leis para a investigação do assunto. Segundo ele, “nesse momento, estamos com dificuldades em dar andamento [ao caso], pois não há segurança se o caso deve ser julgado pela Câmara ou pela Justiça.”

Um dos motivos da insegurança, segundo o vereador, é o histórico recente de decisões políticas equivocadas tomadas na Casa. Como presidente, ele não quer repetir “descuidos” cometidos pela mesa diretora do ano passado, que, dentre outras coisas, ignorou ritos processuais e cassou injustamente o mandato do vereador Sergio dos Santos (PR), o Serginho da Aurora.

“Sou novato na política e, por isso, estou analisando até onde a Câmara pode atuar ou não. Para não interferir na esfera do outro, melhor ter cautela e fazer um bom estudo para não denegrir a imagem da Câmara e, mais uma vez, levar os vereadores a serem taxados de uma legislatura que comete erros”, explicou Nilson.

 

ENTENDA O CASO – Em fevereiro, o vereador Rodolfo Marcondes (PDT) acusou a prefeitura de desviar verbas públicas e falsificar documentos em um curso realizado no fim do ano passado. O evento sobre agronegócio rural foi uma parceria da administração municipal com o Senar.

Comunicada, a prefeitura abriu sindicância interna e afastou o coordenador do projeto.




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