Parada Gay reúne cerca de 3 milhões de pessoas na Paulista

Com críticas ao Bolsonaro e elogios ao STF, caminhada do Orgulho Gay teve shows, super-heróis, bandeiras coloridas e no final: jogo do Brasil

Por Gabriel Dias / Foto: Divulgação

Segundo organizadores da Parada Gay, cerca de 3 milhões de pessoas participaram do 23º encontro que aconteceu neste domingo (23), na Avenida Paulista, em São Paulo. O orgulho dos LGBTI também celebrou um momento épico na história dos gays, que é a criminalização da Homofobia, que entra como crime de racismo na lei brasileira.

A parada também relembra os 50 anos da revolta de Stonwall, nos EUA, em 1969, que também protagonizou uma grande luta pelo direito gay no País. Hoje, o local que um dia foi palco da disputa de gênero, se tornou patrimônio cultural, além de ponto turístico e cenário fotográfico.

O encontro deste domingo, segundo a organização do evento, não teve nenhum problema veiculado à brigas ou confusões, ao contrário, o que prevaleceu durante a caminhada gay foi o tom político em repúdio ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) e apoio ao STF (Supremo Tribunal Federal) em criminalizar a homofobia.

A Parada Gay de São Paulo contou também com a presença de super-heróis das grandes franquias americanas, como Batman, Robin, Thor e Aquamen. As bandeiras coloridas também serviram de capas para grande parte do público que frequentava o evento.

Em meio ao público também prevaleceu o estilo carnavalesco, que contou com a presença de músicos brasileiros em cima de dois trios elétricos. Karol Conka foi uma das vozes que agitou a massa de pessoas no evento e até gritou: “Estou toda lambida; Eu sou livre!”.

Fernanda Lima, que comandava o programa da TV Globo “Amor e Sexo”, foi a madrinha do orgulho gay deste ano. O público percorreu toda a Avenida Paulista até chegar ao Vale do Anhangabaú.

Ao entardecer, por volta das 18h, algumas pessoas que ainda estavam nas ruas aproveitaram os bares da região central para se reunir e torcer pela Seleção Feminina de Futebol que jogara contra a França, em Paris, pela Copa do Mundo.