Política: o mundo da Fantasia

Maurício Vicentin é jornalista e desde 2004 e assessor de imprensa na área pública. Foto: Divulgação
 

Por Maurício Vicentin

 

Hoje eu acordei com vontade de criar polêmica. Caí da cama. Como se fosse novela mexicana, de péssimo gosto, a política nacional está transformando as agremiações políticas em aglomerados de escândalos.

Já disse, outrora, em meus textos, que a corrupção é algo arraigado na cultura popular brasileira e precisa ser combatida com o rigor da lei. O difícil, atualmente, é escolher um partido que não possua um exemplar envolvido em maracutaias. Parece carma! Uma síndrome que assola gerações de homens e mulheres públicos que resolvem faturar para seus caixas particulares, ao invés de tratar com a coisa pública com rigor, seriedade.

Não. Eu não aceito o argumento de que o sistema modificou o caráter dos eleitos. Ninguém se modifica, apenas mostra o que é quando tem o poder de decisão sobre algo. Isso vale do ocupante de cargos mais simples ao mais elevado.

A população também tem sua grande parcela de culpa nesse processo, principalmente quando troca seu voto por cestas básicas e outras benesses. A análise criteriosa dos postulantes aos cargos eletivos, em todas as esferas de poder, precisa ser feita. E, como diz um ilustre representante do que vemos atualmente: “Nunca antes na história do Brasil” se faz necessário analisar os candidatos ao cargo de vice. Inclusive do vice-síndico!

Dentro de mais alguns dias, a Justiça Eleitoral dará o start no processo eleitoral deste ano. Jingles, peças publicitárias bem elaboradas e candidatos treinados por seus marqueteiros estarão nas ruas, prometendo mundos e fundos. É verdade que muitas promessas são sem fundos e descabidas, parecidas com as obras prometidas como legado da Copa do Mundo da FIFA e da Olimpíada do Rio, que não é bem de Janeiro.