Pré-candidato à Prefeitura de Mogi tem contas da Câmara reprovadas

Vereador Antonio Lino, que se diz pré-candidato ao Executivo pelo PSD, foi presidente da Câmara em 2015

  

Por Giovanna Figueiredo / Foto: Divulgação 

 

O TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) apresentou no mês de fevereiro um relatório no qual julgou reprovadas as contas de Câmara Municipal de Mogi das Cruzes no exercício de 2015. Na época o presidente da Casa de Leis era o vereador Antonio Lino da Silva (PSD), que se diz pré-candidato a prefeito pelo partido em Mogi das Cruzes.

Um dos principais apontamentos do TCE é o aumento de gastos com pessoal nos últimos 180 dias de mandato de Lino. De acordo com o documento, o aumento foi em decorrência da nomeação de servidores para cargos de comissão, após julho de 2015.

Outro apontamento do TCE é justamente sobre o grande número de funcionários comissionados. Em 2015 a Câmara contava com 195 funcionários, sendo que 145 deles eram comissionados e apenas 50 efetivos.
Gastos com combustível incompatíveis com a frota existente na época, diversos acidentes e infrações de trânsito, além do uso indevido dos carros e manutenção desarrazoados também foram apontados como falhas de fiscalização por parte de Antonio Lino.

O Conselheiro do TCE Renato Martins Costa, que redigiu o relatório, recomenda ao atual presidente que providencie um controle de tráfego e de combustíveis dos veículos oficiais. E também sugere medidas de readequação de pessoal – o que vem sendo feito desde 2016, pelo então presidente Mauro Araújo (MDB).

Diversos outros problemas e falhas, principalmente ligadas a transparência na gestão dos recursos públicos, completam os apontamentos no relatório.

 

BASTIDORES – Após anúncio do PSD de que todas as cidades com mais 100 mil eleitores – caso de Mogi – teriam candidato próprio a prefeito pelo partido, corre nos bastidores que o candidato da legenda em Mogi seria Antonio Lino. No entanto, se houve dificuldades por parte do edil de gerir a Casa de Leis, o nome do vereador deve ser questionado pelos correligionários.

 

POSIÇÃO – Procurado através da assessoria da Câmara e da própria assessoria, o vereador não se manifestou até o fechamento da edição.