Prefeitura de Arujá defende IDGT após acusações de erros médicos

Em coletiva à imprensa, empresa e prefeitura dizem que casos recentes foram acompanhados de perto

  

Por Gabriel Dias / Foto: Bruno Arib 

  

Depois de dois casos de grande repercussão envolvendo a Saúde, em Arujá, e os supostos erros médicos na cidade, a OSS (Organização Social de Saúde) IDGT (Instituto de Desenvolvimento de Gestão, Tecnologia e Pesquisa em Saúde e Assistência Social), que administra os PAs (Pronto Atendimentos) Centro, Barreto e Maternidade, decidiu prestar esclarecimentos à imprensa na manhã de sexta-feira (25).

Na coletiva de imprensa, que também contou com a participação de funcionários da Prefeitura de Arujá, foram esclarecidos os casos da morte da idosa Maria Bernadete da Silva, de 66 anos, e da cegueira de Luís Roberto Soares, 43.

Mediante um relatório embasado nas Comissão de Óbito e de Ética – que analisaram os casos -, o secretário-adjunto da Saúde e cogestor do contrato do IDGT, Martino Piatto, disse que por meio das investigações, não houve no caso de Maria Bernadete “infusão de medicamentos ou procedimentos médicos irregulares”.

Ainda sobre este caso, tanto o IDGT quanto a prefeitura ressaltaram que a idosa chegou até o PA Central apenas com dores no corpo e vômito, mas que seu quadro clínico se agravou para uma infecção urinaria de alta intensidade, levando a idosa a óbito por choque séptico.

Maria Bernadete chegou a ser entubada, mas precisava de uma transferência para unidade de saúde com mais recursos, o que não teria sido possível por conta da falta de vagas pelo sistema público de saúde atrasou o processo.

   

CASO LUÍS – No segundo caso, cujo paciente ficou cego depois que foi medicado no PA Central, o cogestor do contrato e o diretor médico do IDGT disseram que Soares possui “amaurose”, uma doença que pode causar cegueira parcial ou, em alguns casos, perda total da visão – isso pode acontecer ao longo dos anos, ou também, em poucos dias e até em algumas horas, como foi com ele. Martino Piatto também informou que o caso de Soares pode ser reversível.

     

INTERNAÇÃO – Até o fechamento desta edição, Luís Soares continuava internado no Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, de onde ele conversou com a reportagem por telefone. Amigos que o visitaram disseram que ele está assustado com o que aconteceu. À GAZETA ele comentou: “Entrei no PA enxergando e saí de lá cego”, lamentou.

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