Prefeitura de Itaquá alega falta de recurso para transferência de corpo

Falecido estava internado na penitenciária de Serra Azul. Foto: Divulgação

 

Por Irânia Souza

Da Redação

 

A falta de sensibilidade da Prefeitura de Itaquaquecetuba ao negar a uma família o direito de sepultar um ente querido falecido em outra cidade chamou a atenção da reportagem do Gazeta Regional. Darli Laurindo estava internado na penitenciária compacta II de Serra Azul, na região de Ribeirão Preto, onde foi vítima de Homicídio Qualificado no dia 29 de outubro.

Após o fato, o corpo de Laurindo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto e liberado para que a família pudesse velá-lo. O problema é que, por questões financeiras, os parentes solicitaram o traslado do corpo para a cidade de Itaquaquecetuba, onde a vítima residia. Segundo o boletim de ocorrência registrado no 3º Distrito Policial de Ribeirão Preto pela irmã da vítima, depois de muitos contatos, a prefeitura informou que não havia recursos financeiros para custear o transporte do corpo. O documento diz, ainda, que eles “não iriam tomar nenhuma providência para resolver o impasse”.

Com a negação do pedido, os funcionários do IML providenciaram todas as documentações para que o sepultamento da vítima fosse realizado na cidade de Serra Azul, constando o endereço da penitenciária.

De acordo com o BO, a irmã de Darli, Darlene Laurindo, responsabiliza a Prefeitura de Itaquaquecetuba, que não teria cumprido com o dever, imposto pela legislação vigente, em providenciar o traslado e o sepultamento do corpo.

 

Outro lado

Em nota, a prefeitura informou que, “de acordo com informações da Funerária Municipal, o homem foi morto dentro do presídio do município de Ribeirão Preto, ou seja, estava sob responsabilidade do Estado”, complementando que “diante das circunstâncias, a Funerária não realiza esse tipo de traslado, já que atende os traslados de corpos somente dentro do município de Itaquá e cidades vizinhas”.