Prefeitura pagou mais de R$ 55 mil só para sete comissionados

Dinheiro dos cofres públicos não é problema para profissionais que são “buscados” em outras cidades

 

Por Aristides Barros / Foto: Bruno Arib 

 

A Prefeitura de Guararema supervaloriza os funcionários comissionados e, ao menos sete deles não tiveram [parte ainda não têm] motivos para reclamar do mirrado salário mínimo ganho pela maioria dos trabalhadores brasileiros. Se somados juntos, os salários do seleto grupo passam dos R$ 55 mil. A reclamação é justificada no fato dos comissionados não morarem na cidade. Eles seriam de Mogi das Cruzes, Salesópolis, Biritiba Mirim, Itaquaquecetuba e até Igaratá, município que fica no Vale Paraibano.

Bairrismo à parte, a crítica é por conta de a prefeitura não trabalhar medidas para ampliar o mercado de trabalho na cidade, cuja onda de desemprego é alta. Essas questões são apontadas no blogue Hora H, que questiona com insistência a administração pública.

O veículo observa se “Guararema não tem mão de obra qualificada para assumir algumas funções”. E mostra a situação. “Foram agraciados com cargos de elevados salários sete pessoas de outros municípios, onerando os cofres públicos em R$ 54.862,64, ou seja, 18 guararemenses poderiam ter sido contratados a R$ 3 mil mensais cada, ou 27 poderiam ser contratados e cada um receber R$ 2 mil por mês.” Segundo o blogue, os comissionados são indicações de deputados.

 

O QUE DIZ A PREFEITURA – O jornal questionou a prefeitura sobre os sete comissionados. A administração informou que dois deles já não são mais funcionários. Sobre a contratação dos comissionados serem indicações dos deputados Marcio Alvino (federal) e André do Prado (estadual), a resposta foi que “quem nomeia e exonera na prefeitura é o prefeito Adriano Leite. Os comissionados cumprem os horários de expediente, que é de segunda a sexta das 8h às 17h.”

Gazeta Regional

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