Reviravolta na eleição sebastianense

Mesmo sob o clima bélico do rompimento, Wagner e Ernane usaram discursos parecidos sobre o pré-candidato à prefeitura Felipe Augusto (PSDB). Fotos: Divulgação

 

Por Renan Xavier

De São Sebastião

 

O rompimento entre o prefeito de São Sebastião, Ernane Primazzi (PSC), e o pré-candidato ao Executivo, Wagner Teixeira (PP), esquentou as convenções do dia 30 de junho. Com troca de acusações, os ex-aliados revelaram que o pomo da discórdia foi a definição do vice da chapa. Wagner acusou o prefeito de impor o vice, que rebateu as acusações: “Nem cheguei a propor nomes”.

Durante a semana, Wagner anunciou o ex-vereador José Cardim como seu candidato a vive, enquanto o prefeito declarou apoio ao vereador Marcos Fuly, que oficializou sua pré-candidatura pelo PTB.

 

Felipe Augusto

Mesmo sob o clima bélico do rompimento, Wagner e Ernane usaram discursos parecidos sobre o pré-candidato à prefeitura Felipe Augusto (PSDB).

“Esse cidadão não tem nada com São Sebastião. Ele não vive aqui, não mora aqui. Ele é secretário de Governo lá [Caraguatatuba], junto ao sogro dele que é prefeito. Ele mal conhece nome de rua ou de bairro aqui”, disparou Wagner. Vou focar na minha candidatura, porque eu tenho muito mais propostas que ele, por conhecer a cidade e ele não. Ele nunca foi nada, todas as eleições que ele participou, ele perdeu. Ele já foi assessor do Governo do Estado, do Sebrae, de deputados e nunca trouxe um prego para São Sebastião”, concluiu.

O prefeito Ernane, por sua vez, questionado sobre a possibilidade de declarar apoio ao pré-candidato tucano, demonstrou desconfiança. “Eu não tenho convivência com Felipe Augusto. Foi um cara que ficou muito tempo fora, é jovem, cheio de ideias. Mas nem sempre o sonho é realidade. Não adianta vender sonhos, se você sonhar muito corre o risco de acordar num pesadelo”.