Sem limpeza na linha do trem, MRS vira alvo de críticas dos moradores de Itaquá

Moradores da Vila São Carlos cobram empresa para que corte mato alto e faça a zeladoria do local

 

Por Gabriel Dias / Fotos: Bruno Arib

 

Quem mora na Rua Jaguaribe, na Vila São Carlos, em Itaquaquecetuba, se arrisca diariamente ao atravessar a linha dos trens de carga da empresa MRS Logística. Por outro lado, o grande problema não está na travessia, e sim, no fato, segundo moradores, de a empresa não realizar a limpeza do local.

Mato alto toma conta do muro da MRS

 

O mato alto chama atenção por tomar conta de toda calçada e causar medo nas pessoas. Uma moradora do bairro que conversou com o jornal sob condição de anonimato disse evitar atravessar a linha do trem por insegurança e pela falta de limpeza do mato. A grande quantidade de entulho jogada de maneira irregular no local por onde o trem passa também é alvo intensas críticas e, de acordo com populares, se tornou uma prática comum da vizinhança.

Aline Aparecida, de 27 anos, e Patrícia Souza, 30, usam um acesso clandestino passando pelo muro da empresa MRS e atravessando a linha dos trens de carga para chegar ao outro lado do bairro. Ambas dizem se esquivar diariamente do mato alto e do entulho jogado na linha férrea. As amigas afirmam que o local nunca foi limpo pela empresa MRS, mas pela união dos moradores.

A amigas assumem o risco, mas sabem que aquele não é o melhor caminho. “Não podemos fazer muita coisa. Passamos por aqui como qualquer morador do bairro. Este é o acesso mais rápido que tem para nós”, explicam.

 

PERIGO – Enquanto a GAZETA esteve no local, quatro pessoas mais uma mulher com três crianças pequenas atravessaram a linha do trem sem nenhuma preocupação, mesmo sabendo que a poucos metros dali a grande montanha de ferro se aproximava sendo anunciada por uma intensa buzina. Questionados se não tinham medo, eles responderam: “Ou é por aqui ou tem que dar a volta.”

Mãe se arrisca com filhos

 

MRS – Em nota a MRS Logística disse que vai apurar as reclamações, mas afrima desconhecer que o trecho citado pela reportagem é de fato de responsabilidade da empresa. Ao final do contato, a MRS diz que existe um “Plano de Manutenção regular para serviços de limpeza no trecho da ferrovia” e que existe um canal de reclamações próprio para os moradores que margeiam as linhas da MRS.

Aviso da própria MRS “proibe” o descarte irregular de lixo no local