Ser Resiliente…

Jeruza Lisboa Pacheco Reis é advogada, escritora e professora, mestre em Filosofia, vereadora e presidente do Democratas em Poá. Foto: Divulgação

 

Por Jeruza Reis

 

Voltar ao estado “a quo” de uma situação difícil, quando somos exigidos mais que a carga suportável da normalidade, é uma boa premissa para partimos rumo às nossas superações do dia a dia. A experiência é valiosa.

Dar a volta por cima, levantar e sacudir a poeira, mesmo quando o mundo parece despencar em nossos ombros, só são atitudes possíveis por meio de Deus, afinal, enquanto simples mortais, não temos, com certeza, força humana que o valha para encarar as responsabilidades, os desafios e as dificuldades que nos são apresentados diuturnamente.

Quando reconhecemos nossas fraquezas e não suportamos mais tamanho peso em nossos ombros, aí nos rendemos a Deus e, por incrível que pareça, ele nos fortalece de tal modo que podemos ganhar o mundo, sem medo, com o coração leve. Nos sentimos capazes e preparados para, de cabeça erguida, sem pedir desculpa por existir, sem medo e com a tolerância que edifica a história dos vencedores, darmos continuidade a nossa caminhada.

Sentir a dor humana da decepção, da injustiça, da maledicência é extremamente provocador. Passa a ser o esmeril para o aprimoramento da alma. Lembro-me da minha avó dizendo que a cada tombo, levantávamos mais fortes e preparados para o próximo embate. E ela tinha toda a razão! Quando, no cotidiano, somos compelidos aos embates, temos de considerar que nossas forças vitais estarão em teste, que nosso potencial será aprimorado, basta acreditarmos. Afinal, para Deus nada, absolutamente nada, é impossível.

Posso afirmar a todos que a experiência de “ser vereadora” de “estar vereadora” na Câmara de Poá, na Casa de Leis da cidade onde vivo desde os meus 9 anos, onde estudei, namorei, me casei e tive meus filhos, tem me feito ser cada vez mais resiliente face às grandes tormentas e indignações. Sobretudo, quando há ataques, afinal, temos de prezar por nosso inestimável valor, caráter e conduta. Afinal, ladrões não roubam casas vazias.

De qualquer forma e lançando mão dos ensinamentos que tive no decorrer da vida e dos valores que aprendi a ter e a manter com pessoas muito especiais, espero, então, deixar nessa minha passagem na vereança, algo de bom, de útil, um legado positivo e de trabalho (de verdade), para a posteridade.

 

 

 




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