Serra do Itapeti, em Mogi das Cruzes, é tema de pesquisas de universidade

Livro sobre o estudo fala sobre a importância da zona de amortecimento do Parque Municipal Chiquinho Veríssimo

 

Por Giovanna Figueiredo / Fotos: Eliza Carneiro, Anderson Pagotto – Divulgação, Bruno Arib 

 

 

A UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), em parceria com a associação SOS Mata Atlântica, realizou uma pesquisa sobre o entorno da chamada de Zona de Amortecimento do Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Melo, em Mogi das Cruzes. O estudo foi publicado no livro “Caminhos do Itapeti”, lançado no sábado (30).

A Serra do Itapeti localiza-se majoritariamente em Mogi, mas se estende por Guararema e Suzano. O Parque conhecido com Chiquinho Veríssimo é uma unidade de conservação integral com 352,3 hectares, ou seja, o solo é restrito para conservação de elementos naturais presentes na região, sem possibilidade de ocupação humana.

Para proteger essa área de preservação do parque estabelece-se uma zona de amortecimento. Essa região pode ser habitada, no entanto, obedece algumas restrições. O objetivo dessa zona é minimizar os impactos ambientais produzidos pelas cidades e pessoas nas áreas de preservação.

A zona de amortecimento do Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello foi o alvo principal desse estudo apresentado pela UMC. O projeto nasceu a partir de estudos interdisciplinares nos núcleos de pesquisas em Ciências Ambientais e Ciências Sociais da universidade.

A equipe da professora Maria Santina conta com a participação dos professores Ricardo Sartorello, Moacir Wuo e Renata Scabbia, além das mestrandas em Políticas Públicas Camila Silva e Jéssica Ferreira. Todo o trabalho durou cerca de três anos.

 

ZONA DE AMORTECIMENTO – Um dos apontamentos do estudo é a necessidade de ampliar a zona de amortecimento. Segundo o pesquisador Ricardo Sartorello, a demarcação atual é irregular e essa nova proposta de ampliação permitiria uma ligação maior com a Serra da Cantareira e a Serra do Mar.

 

SENTIMENTO – Os pesquisadores conversaram com os moradores que residem na zona de amortecimento e a maioria quer zelar pelo local, mas falta conscientização sobre as maneiras de se fazer. Em depoimentos expostos no livro, moradores reclamam de falta de asfalto no local, o que mostra que muitos não entendem que estão dentro de uma área de preservação.

Constatou-se durante o estudo que a atividade econômica predominante na região é a agricultura. No entanto, segundo os pesquisadores falta orientação quanto a tornar essa atividade sustentável.

 

APA – O Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello pode ganhar uma nova camada de proteção.
O Governo do Estado estuda a possibilidade de transformar a região em uma APA (Área de Proteção Ambiental), ampliando ainda mais a proteção da área da serra.

 




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