Tenho orgulho de dirigir a Câmara de Arujá, diz Reynaldinho

Presidente do legislativo de Arujá fala sobre as dificuldades de uma Casa de Leis

  

Por Lailson Nascimento / Foto: Divulgação

 

Em um momento em que o acompanhamento público das ações governamentais tem acontecido de uma forma cada vez mais intensa, nem as Câmaras Municipais escapam à fiscalização do povo. Por conta disso, a GAZETA estreia série de reportagens com vereadores que exercem o cargo de presidente dos respectivos legislativos e que, por conta disso, estão ainda mais expostos à opinião pública. Nesta edição, confira bate-papo com o vereador arujaense Reynaldo Gregório (PTB), o Reynaldinho.

 

Gazeta Regional (GR): Presidente, o Tribunal de Contas de São Paulo tem aumentado a fiscalização nos atos do poder público, de um modo geral. Qual a sua análise nesse sentido?

Reynaldo Gregório (Reynaldinho): A realidade das Câmaras Municipais não condiz com as exigências que o Tribunal de Contas faz sob os legislativos. O município de Arujá, especificamente, possui extensão territorial grande e precisa ter uma Câmara capaz de atender a população, atender as demandas da prefeitura em relação aos projetos que chegam, ou até em relação aqueles projetos feitos pelos próprios vereadores. Então, quando ele exige que a gente faça ajustes, naturalmente fica difícil pra gente. Se a gente não dá resposta à população, dá a impressão de que o vereador não está exercendo a função da forma como a população quer e exige.

 

GR: E como tem sido a relação com o órgão?

Reynaldinho: Aquilo que o Tribunal de Contas entende que não deve ser feito a gente acaba por aceitar a imposição do tribunal, de forma que o próprio vereador fica ilhado, isto é, a estrutura de gabinete lhe faz falta no que diz respeito ao atendimento à população. Nós já tomamos a providência de diminuir um assessor por gabinete, então nós temos trabalho no sentido de atender as exigências do Tribunal, mas nem tudo aquilo que o Tribunal nos pede a gente faz atendendo de bom coração, mas por se tratar de exigências do órgão. O vereador fica com dificuldades de atender o seu público por conta dessas exigências.

 

GR: E quais tem sido as exigências do TCE?

Reynaldinho: Nós provocamos dois concursos públicos para atender as exigências do TCE no sentido de colocar pessoas por concurso público nos quadros de funcionários da Câmara, e continuamos trabalhando no sentido de atender o Tribunal de Contas. Alguns funcionários concursados também ocupam cargos de comissão, o que era uma outra exigência.

 

GR: O que está em andamento na Casa de Leis?

Reynaldinho: Uma coisa importante é que, em 2012, eu fiz um projeto sugerindo que a Câmara Municipal tivesse 100% de captação de energia solar para suprir as necessidades da Casa. Já não dependeria da energia elétrica convencional. Naquela oportunidade, entretanto, o projeto não foi executado em função do dólar, que acabou aumentando além do orçamento previsto. Mas o presidente do ano passado [Abelzinho Larini, PR] aproveitou o meu projeto e provocou um processo licitatório que culminou nesse meu novo mandato. Portanto, vamos instalar o sistema ainda neste ano. Além de diminuir os custos da Câmara, estamos com olhares atentos ao meio ambiente por meio dessa energia mais limpa. Temos um consumo de energia em torno de aproximadamente R$ 10 mil por mês, então, vamos economizar R$ 120 mil por ano. E o sistema começa a funcionar ainda este ano.

 

GR: O que mais destaca?

Reynaldinho: Eu acho que uma coisa importante que vem sendo discutido há cerca de seis anos com a prefeitura é a mudança da planta genérica do município para oferecer melhores condições para quem pretende construir na cidade. Priorizamos os locais onde os vetores de crescimento têm mais condições viárias. São os casos da Mario Covas, Adília Barbosa Neves, margem da Via Dutra, margem da rodovia Mogi-Arujá, a ligação de Arujá com Itaquaquecetuba. Nesse sentido, a ideia é que a cidade receba investimentos, mas que o sistema viário não trave.

Gazeta Regional

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