Terceirização de creches de Arujá vai virar ano no centro da polêmica

Comissão chamada “mamães corujas” se movimenta para frear ações do prefeito Zé Luiz

  

Por Gabriel Dias / Foto: Divulgação 

  

Suprir a necessidade de vagas para creches em Arujá é um dos grandes gargalos que a prefeitura da cidade vem enfrentando nos últimos anos. Para evitar que a grande demanda se torne ainda maior, iniciou-se por parte dos poderes públicos a pressão pela abertura destas vagas, no entanto, pais de crianças já matriculadas em creches temem como serão os próximos dias.

Para compartilhar a gestão de seis das 14 creches municipais a Prefeitura de Arujá deu início a uma série de discussões públicas alegando que contrataria OSs para o serviço. Segundo a administração municipal, existem hoje cerca de 1,7 mil crianças de 0 a 3 anos nas creches municipais e que a gestão compartilhada ampliará o número em ao menos 500 novas vagas. A prefeitura ainda ressalta a ideia de economizar com a folha de pagamento de professores e as inúmeras faltas que os profissionais têm no cenário educacional da cidade.

Sem concordarem com a proposta, pais de alunos passaram a se unir com professores que temem ser remanejados das creches para escolas de nível maior. Isso porque se especulou que assim que a OS fosse definida pelo chamamento público, os professores das creches públicas do município sairiam de cena para dar espaço aos profissionais da empresa licitada.

Para cessar essa incógnita, o vereador Renato Caroba (PT) entrou com Ação Civil Pública no Ministério do Trabalho e conseguiu a interrupção do processo de remanejamento de professores na rede municipal. A medida dificulta o processo de terceirização das creches, assegura.

    

GRUPO – À GAZETA, o grupo “mamães corujas” disse que se uniu com objetivo de frear as ações do governo José Luiz Monteiro (MDB) nesse sentido. Os caminhos encontrados foram manifestações pacificas e também a procura de alguns vereadores contrários à ideia.

“Nos sentimos úteis como cidadãos ao reivindicar nossos direitos. Ao mesmo tempo que nos sentimos bem por lutar contra a máquina, ficamos mal por saber como nosso dinheiro é mal administrado e como a educação na cidade é mal planejada. É tanta coisa errada que vemos que se torna desanimador”, revela o grupo das ‘mamães corujas’.

Gazeta Regional

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