Um viva à democracia

Tales Lago é filósofo. Foto: Arquivo Pessoal

 

Por Tales Lago

 

Temos em nós todos os sonhos do mundo, janelas dos nossos quartos de milhões do mundo que ninguém sabe onde é, dais para o mistério real de uma sociedade real, sensação de que tudo é sonho, como se não houvesse mais irmandade entre cultura, política e sociedade.

Como fome que rói as entranhas, facho que ilumina os olhos, percorre o corpo em incêndio, e queima os lábios, um cheiro de carne, de vinho, de fruta recém-tirada do pé.

O efeito do ácido que tomei no café da manhã me reconstrói sem ideal e sem esperança, vertiginoso, pensando que achamos a nossa tábua de salvação, que tudo vai mudar com distribuição de cargos, não pelas qualificações, mas, sim pelo apoio parlamentar e quanto de capital financeiro se pode angariar.

O que muda? Nada. Tiram o PT, colocam o PMDB, visando um PSDB. Em cena o Dória Sudan, Sudene Barbalho, entre Collor, hahaha, me caiu uma lágrima amarela de todo o meu escárnio com esse discurso. Não podia passar despercebido e nem faltar hahaha: Magalhães, Queirós, Temer, ACMs neto filho e pai, Marina, Lulismo, o Renan, o que muda? Hahaha, não muda, a não ser o sobrenome das mesmas aves de rapina.

Hahaha, uma ode à democracia, viva a liberdade, viva o futuro do país onde a crise econômica é, na verdade, uma crise política fabricada pelo descaso cultural do país.

Uma auto sabotagem viva de nós mesmos, uma salva de palmas ao conhecimento fabricado pelo Facebook, instrutivo. Vamos queimar os livros de história e todos os outros, que a educação pós-moderna vindo diretamente de uma rede social é uma delícia. Quem não pensa que é sério quando jovem? Quando jovem, eu pensava em dirigir uma peça para mudar o mundo. Tinha uma fúria dedicada, a maioria que quis continuar sério provocou o que está acontecendo no país.




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