Valverde é massacrado na Câmara por questionar contrato da merenda escolar

Governistas partem pra cima do colega que indagou a Prefeitura de Mogi sobre a compra de alimentos

 

Por Aristides Barros / Foto: Bruno Arib

 

O vereador Rodrigo Valverde (PT) foi alvo de várias críticas na sessão de Câmara desta terça-feira (6) pelos parlamentares que compõem a base de sustentação ao prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB). O massacre se deu por conta do requerimento que o petista apresentou na semana passada pedindo informações sobre o contrato no valor de R$ 13,5 milhões para a compra de merenda escolar para as escolas municipais.

Entre os vereadores visivelmente irados com o petista estava Mauro Araújo (MDB). Ele chegou a dizer que Valverde “contou meia verdade” ao postar um vídeo nas redes sociais explicando o motivo de ter indagado a administração sobre as cifras milionárias do contrato.

Araujo afirmou que o oposicionista aparece “se dizendo herói da cidade” e que o requerimento colocou em descrédito a conduta dos funcionários públicos que realizaram o processo de licitação. Valverde pediu “um à parte” para responder Araújo, o que foi negado pelo emedebista.

Também revoltado, José Antonio Cuco Pereira (PSDB), o Cuco Pereira, partiu com fúria sobre o colega. Exaltado, o tucano disse que a ação do petista jogou a população contra a Câmara, e detalhou que devido ao vídeo postado nas redes sociais ele sofreu ataques nas ruas, o que foi confirmado por Mauro Araújo. “Ele foi xingado no Mercadão Municipal”, revelou.

Cuco Pereira classificou o trabalho de Valverde como um “requerimento falso” por conta de o petista não ter pesquisado que a licitação foi realizada no final de 2017, com o preço inicial sendo orçado em R$ 18,5 milhões e não em R$ 4,5 milhões, e que após negociação a prefeitura chegou ao valor de R$ 13,5 milhões, tendo como economia aos cofres públicos R$ 4,5 milhões.

Caio Cunha (PV), que na semana passada votou favorável ao requerimento de Valverde, botou o pé no freio e não foi “junto com Valverde”. Porém, ele criticou a forma como está a política em Mogi: “Não entendo mais nada. Temos que reorganizar a política”, disse.

“Não fiz questionamento ao Legislativo, a base aliada do prefeito é que tomou as dores da prefeitura”, rebateu o petista.

 

LERDEZA – Uma sucessão de derrapadas fermentou a polêmica criada depois que a Câmara reprovou o requerimento apresentado por Valverde na semana passada.

Uma delas foi a demora da prefeitura em fixar no “Portal da Transparência” o processo esclarecendo os termos e os valores dos contratos formulados com as empresas vencedoras da licitação: a Nutri House Alimentos Ltda-EPP e a Castor Alimentos Ltda.

Uma semana depois do requerimento que pedia explicações para o caso ser barrado na Câmara Municipal, a prefeitura, ao invés de responder o parlamentar e a imprensa – que também indagou o tema -, usou o Facebook para “esclarecimento”. Na manhã de hoje (6), a administração municipal utilizou a rede social para disponibilizar as informações – embora o processo licitatório tenha ocorrido em dezembro de 2017.

Se não tivesse acesso às informações, Valverde apresentaria novo requerimento na sessão de hoje. Ele chegou a protocolar o documento, mas, depois da movimentação da prefeitura, pediu sua retirada. Mesmo assim, os vereadores governistas insistiram para que o petista mantivesse o documento. Surpreendentemente, eles impediram a retirada do requerimento para, minutos depois, reprová-lo mais uma vez – apenas Iduigues Martins (PT) votou para que a matéria do companheiro de partido fosse retirada.   




One thought on “Valverde é massacrado na Câmara por questionar contrato da merenda escolar

  1. Joel Avelino Ribeiro

    Sempre achei o Caio Cuna um Giletão. Corta dos dois lados e isso pode ser comprovado em seu comportamento nas últimas votações na Câmara, lembrado que ele caga e a Fernanda Moreno pisa em cima…

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