Vereador Santiago opta por mandato coletivo em Itaquá

Em meio a uma agenda de muitos compromissos, com cidadãos aguardando por atendimento, fomos recebidos pelo vereador de Itaquaquecetuba Carlos Alberto Santiago (PSD).

Deixando de lado o estigma de empresário, Santiago atendeu a equipe em seu gabinete e explicou o porque está focado no exercício da vereança para a qual foi eleito.

Presidente da Comissão de Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente e Membro da Comissão de Educação, Santiago ainda ocupa a cadeira de vice-presidente da Casa.

 

Por Lailson Nascimento

lailsonnascimento@leiaogazeta.com.br

 

 

29 anos, primeiro mandato e vice-presidente

Sim. Exercer um mandato de vereador é uma grande responsabilidade e nos preparamos para isso. Chegar na Câmara e assumir a vice-presidência em primeiro mandato só aumenta nossa responsabilidade, mas isso, acreditamos que só reforça o que já dissemos: o êxito no trabalho há de se dar pelo uso do bom senso, pelo empenho, pela sensibilidade de ouvir e, sobretudo, pela tomada de decisão através do diálogo. Se chegamos assumindo este desafio, esperamos que já seja uma demonstração da aposta que fizemos no diálogo com as demais forças políticas da cidade.

 

Linha de mandato

Uma ação planejada de forma coletiva cuja premissa básica é o fomento à participação social e à transparência. Organizamos o mandato em duas formas de atuação: Atuação legislativa, que exige forte presença na Câmara, exercendo a real função parlamentar que é legislar e fiscalizar o erário público; e a atuação comunitária, que é a presença constante nas comunidades, ouvindo a população para fazer ecoar a sua voz e ajudar na organização de projetos de iniciativa popular, buscando parceria com a Câmara Municipal, a prefeitura e a iniciativa privada. Estamos organizados para receber, estudar e atuar em todas áreas como, entre outras, saúde e moradia, mas elegemos algumas prioridades como educação, infância e juventude, cultura, esporte e lazer.

 

Processo eleitoral

Fomos eleitos pelo voto direto de mais de 2 mil eleitores e temos a consciência de que devemos trabalhar para toda a população de Itaquaquecetuba. Mas,é preciso deixar claro que quem executa obras, serviços, melhorias, é o prefeito. O vereador tem o dever de fiscalizar a administração municipal, além de fazer chegar ao conhecimento do prefeito as demandas da população. Desta forma, combatemos vícios entre o Executivo e o Legislativo, melhorando a relação entre os poderes.

 

Mandato coletivo

Sempre me refiro a “nós” e não a “mim” por considerar um erro um vereador pensar em trabalhar sozinho. A visão monocrática é ultrapassada, primeiro porque nós vereadores podemos ajudar muito mais a população se tivermos maturidade para trabalhar em conjunto, seja em âmbito legislativo, seja em âmbito comunitário. Segundo porque todos nós temos um grupo de pessoas que caminham conosco, tomando decisões de forma coletiva, respeitando a capacidade da assessoria e dos moradores de contribuírem com o trabalho e, por fim, porque não interessa para a população se foi esse ou aquele vereador que fez ou faz, o que importa é o resultado.

 

Como trabalhar de maneira coletiva

Veja só! Por exemplo, vamos propor aos demais vereadores que façamos uma caravana pela cidade. A ideia é dividir a cidade em regiões e convidar os moradores desses bairros para uma plenária, com o intuito de ouvir suas demandas. Assim, teremos um diagnóstico completo da situação do município para iniciarmos um planejamento para oito ou doze anos, elegendo as prioridades que necessitam de projetos e de intervenção pública. É uma ação institucionalizada e de aproximação com as comunidades, com a população. Importante dizer que o prefeito será convidado a participar. Além disso, vamos convidar os colegas vereadores a assinarem, juntos, todas as proposituras criadas pelo nosso mandato. Não temos interesse em ser o “pai da criança”, ou seja, envolveremos a população, sendo ela os moradores, os especialistas da área do projeto em questão, a assessoria e os vereadores que queiram fazer parte do projeto.

 

Oposição ou situação?

Está é uma boa pergunta. Todo mundo sabe que apoiamos o Dr. Roque para prefeito, mas quem ganhou a eleição foi o Mamoru. A democracia, num processo de eleições diretas, funciona assim: quando um prefeito é eleito, pressupõe-se que o povo elege também seu programa de governo. Portanto, em cada comunidade desta cidade por onde andarmos,ouviremos a população, que dirá se devemos apoiar o prefeito ou não. Mas consideramos que, passada a eleição, é necessário pensar na cidade, respeitando a decisão do voto que optou pelo Mamoru. Não faremos oposição partidária e, sim, ajudaremos a governar, a fazer o melhor pelo município. Pessoalmente, tenho ótima relação com o prefeito e aquilo que for bom e necessário para a cidade, nós apoiaremos. Quanto ao que não for, segundo os critérios da população, vamos fiscalizar a administração, exercendo a prerrogativa conferida ao vereador pelo voto.

 

 

Algo a destacar?

É preocupante o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de Itaquá. Queremos contribuircom um planejamento de longo prazo para implementação de políticas públicasque ajudem a mudar radicalmente essa triste realidade. Para tanto, trabalharemos dando transparência às nossas ações e fomentando a participação das pessoas para o fortalecimento do acompanhamento e do controle social. Nossa atuação está planejada com base naquilo que ouvimos dos eleitores durante o processo eleitoral, e buscaremos a serenidade de não querer inventar a roda, mas procurando inovar observando erros cometidos na política tradicional para não decepcionar e, sim, ajudar a promover mais qualidade de vida para o povo de Itaquá. Aproveitamos a oportunidade para lhes convidar a participar desse projeto acompanhando nosso trabalho para, assim, ampliarmos a transparência do exercício parlamentar.

 

Responsabilidade social

Estamos tomando conhecimento dos procedimentos da Casa, como o Regimento Interno, a Lei Orgânica do Município, entre outras coisas. Mas, os eleitores, nesta última eleição, foram muito criteriosos no voto, o que aumenta ainda mais a responsabilidade política e social sobre nós, que fomos eleitos. Eu e meu grupo estamos nos organizando para responder à altura da responsabilidade desse voto criterioso.

 

 

 

 




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