130 anos de República: o que comemorar?

O Brasil comemorou, na sexta-feira (15), a marca de 130 anos de República. Mas será que realmente há o que se comemorar? Dentre as diversas razões para a implantação do regime de governo republicano está o atendimento aos interesses gerais da população. Não é bem isso o que se vê, a começar pelos governos municipais do Alto Tietê.

Reportagem dessa semana mostra, por exemplo, que a população de Poá quer, antes de tudo, um pouco mais de segurança. Mesmo assim o governo do prefeito Gian Lopes (PL) prefere abrir mão da contratação de guardas civis municipais para, entre outras coisas, manter um contrato de R$ 2,5 milhões para a locação de caminhonetes de luxo que recolhem entulhos. Guardadas as diferenças de custo entre uma coisa e outra, o que é de mais interesse para a população?

Em Ferraz de Vasconcelos os moradores querem ver a prefeitura reformar os vários prédios públicos que se deterioram por falta de manutenção. Apesar disso, o governo do prefeito José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta, preferiu utilizar seu mandato para, dentre outras coisas, adquirir um prédio abandonado ao custo de R$ 4,1 milhões. O imóvel, é claro, segue abandonado.

Por esses e outros motivos é que a GAZETA pergunta: existe o que se comemorar nesse modelo republicano de governo?

Que a Democracia é a melhor alternativa, disso o jornal não tem dúvidas. A dúvida, na verdade, é a respeito de quem utiliza a República para fins particulares, deixando a essência do regime em último plano. Enquanto a atual mentalidade política persistir, os interesses gerais da população jamais serão respeitados.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

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