A crítica deve sempre vir acompanhada da solução!!

Só criticar não resolve os problemas!

Por Michael Della Torre Neto / Arte: Giovanna Figueiredo

Um dos desafios dos postulantes numa eleição municipal deve sempre ser elevar o nível do debate politico na cidade.

Em Mogi das Cruzes, o debate é raro e insuficiente. A participação política é um hábito de uma pequena parte da população, e uma parte deste contingente ainda reforça vícios como ter na política uma forma para se ganhar dinheiro e prestigio pessoal. Política não é profissão. É uma função pública.

Os últimos 40 anos de desmandos, controle sombrio das eleições, loteamento da máquina pública e mudanças só de nomes, mas não das práticas políticas, condenou a cidade a um enorme atraso administrativo, sócio econômico e de qualidade na produção de ideias e projetos alternativos praticamente minando a participação ativa da sociedade.

A democracia real se sustenta no debate de conteúdo, posicionamentos éticos e projetos para enfrentar os desafios da cidade. Eventuais candidaturas devem propor e ajudar as pessoas a pensarem a política como ferramenta para encontrar soluções e caminhos viáveis.

A eleição municipal é momento privilegiado para debatermos necessidades amplas e profundas da cidade. Pensarmos num sistema de tributos municipais que atenda a necessidade de arrecadação de recursos, mas que seja também socialmente correto, não sendo, portanto, abusivo e injusto.

Debater-se planos de grande impacto nas estruturas da cidade nas áreas de mobilidade urbana, revitalização e descentralização dos serviços públicos para alavancar a vida sócio econômica, amplo investimento em obras de saneamento básico e tratamento do lixo, entre outras demandas, está na ordem do dia.

O aprimoramento da democracia é tema central. A participação da população na condução e direcionamento das obras e políticas públicas é tarefa prioritária do poder local, tanto criando novos mecanismos quanto fortalecendo os já existentes e previstos pela constituição federal, mas que são muitas vezes subutilizados, mal divulgados e até abandonados.
Não propor nada é uma forma de não se comprometer com nada.

Iniciativas políticas que se auto proclamam oposição a “tudo que está aí” fazem muito pouco quando só apontam o óbvio. Este gênero de oposição é capenga, faz um “meio debate”, não qualifica o momento eleitoral. Uma oposição deve ter coragem de propor alternativas e consistência para argumentar e sustentar seus projetos e sua visão de sociedade, com amplo planejamento técnico e econômico, do contrário, caso obtenha êxito em alcançar o poder, será mais do mesmo ou até pior!

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

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