A soberba e a arrogância caminham juntas

Jorge Jesus foi extremamente infeliz na declaração que proferiu após a partida contra o Fluminense

Por Will Siquera / Foto: Marcelo Andrade/Estadão Conteúdo

Ao sair do gramado do Maracanã ontem (12), à noite, após derrotar o arquirrival Fluminense na semifinal da Taça Guanabara, o Flamengo demonstrou que continuará, por enquanto, mantendo o status de “time a ser batido” no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro. Porém, deve respeitar os adversários. Reconhecer suas próprias qualidades e suas conquistas é louvável, mas não há necessidade de menosprezar os rivais, qualquer que seja.

Pois ao conceder entrevista coletiva à imprensa depois da vitória apertada, de 3 a 2, de sua equipe, o técnico Jorge Jesus foi, na minha opinião, soberbo e arrogante. Quem era ele aqui no Brasil até julho do ano passado, quando chegou ao Flamengo? Nunca ninguém sequer havia ouvido falar sobre JJ. Agora, após conquistar os títulos do ano passado – com muito mérito, sejamos justos – vem querer cantar de galo e menosprezar o Fluminense?

O Tricolor das Laranjeiras não é qualquer clube de esquina, tem uma história muito extensa e bonita no futebol carioca e brasileiro. Possui títulos nacionais, tendo sido inclusive campeão brasileiro, e, até pouco tempo, era o clube com mais títulos cariocas.

Jorge Jesus demonstrou não ter conhecimento algum sobre a rica história do Fluminense no Brasil e, ao mesmo tempo, desmereceu o trabalho de colegas de profissão. Se ele, Jorge Jesus, e o Flamengo estão “em outro patamar”, como afirmou o português, porque não abre mão do título carioca; saia do campeonato, já que “nossos títulos são outros” segundo ele. Deixe o Campeonato Carioca para ser disputado por Botafogo, Vasco e Fluminense.

Menos, JJ, menos… Como se diz por aí: está se achando muito! Outro patamar é jogar – e ganhar – dos times europeus, como o Liverpool (ING), no Mundial de Clubes, por exemplo. Coisa que você não conseguiu! Por que não foi campeão do mundo? Seu futebol não é de outro patamar, seus títulos não são outros?

Futebol de outro patamar tinha o São Paulo do técnico Telê Santana, em 1992 e 1993: bicampeão da Libertadores e bicampeão do mundo! E derrotando na finais do Mundial, ninguém menos que Barcelona e Milan, exatamente nessa ordem.

Vamos ver até quando o senhor continuará menosprezando os outros clubes brasileiros e suas tradições.

Gazeta Regional

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